Portugal está interessado na criação de um grande grupo de telecomunicações com o Brasil no qual participariam empresas de primeira fila dos dois países, viagra buy segundo o ministro português de Obras Públicas, dosage Mario Lino.
Lino disse hoje que considera este um “bom projeto”, na véspera da Cúpula que o Brasil realiza nesta quarta-feira, com a União Européia (UE) em Lisboa, para lançar um acordo estratégico de cooperação e que também dará oportunidade de discutir iniciativas bilaterais entre Lisboa e Brasília.
“A criação de um grupo de telecomunicações luso-brasileiro é um projeto empresarial que reúne duas economias, a portuguesa e a brasileira, que têm laços culturais muito fortes”, disse Lino aos jornalistas.
O ministro não citou nomes de empresas, mas o antigo monopólio estatal português das comunicações, Portugal Telecom (PT), tem reconhecido com freqüência seu interesse em assumir uma posição forte no mercado brasileiro.
A PT é proprietária, em 50% com a Telefónica da España, da operadora brasileira de celulares Vivo e está presente também através de outras atividades no país.
Em junho a empresa portuguesa realizou negociações sobre a eventual compra de ações da empresa brasileira Tele Norte Leste Participações (Telemar), que controla 40% da telefonia no Brasil.
O interesse da PT pela Telemar aconteceu no meio de um esfriamento de suas relações com a Telefónica, que apoiou este ano uma oferta de compra hostil contra a companhia portuguesa.
A empresa espanhola tem 9,96% da PT e não conseguiu chegar a um acordo com ela sobre o futuro da Vivo, na qual nenhuma das duas está disposta a vender sua parte à outra.
Com a cúpula de amanhã, da qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará, o Brasil vai passar ao primeiro plano do bloco europeu durante a Presidência da UE exercida neste segundo semestre por Portugal.
Fontes oficiais portuguesas destacaram que o acordo estratégico de cooperação com o Brasil colocará as relações da UE na altura merecida pelo Brasil, com um formato similar ao que o bloco deu à Índia, Rússia e Canadá.
No que se refere às relações bilaterais, Lino disse que “a vinculação das economias portuguesa e brasileira é um bom projeto”, porque o Brasil representa “uma economia emergente e com grande futuro”.