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Economia

Portos do Sudeste registram alta de 21% na movimentação de cargas em janeiro

A região movimentou 56,5 milhões de toneladas, impulsionada por granéis sólidos e líquidos como petróleo e minério de ferro.

Redação Jornal de Brasília

18/03/2026 16h19

Foto: Vosmar Rosa/MPor

Foto: Vosmar Rosa/MPor

A movimentação de cargas nos portos e terminais da região Sudeste atingiu 56,472,876 toneladas em janeiro, representando um crescimento de 20,84% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registradas 46,7 milhões de toneladas. Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

O desempenho foi sustentado principalmente pelos granéis sólidos, que somaram 26 milhões de toneladas, com alta de 22% em comparação a janeiro de 2025. Os granéis líquidos alcançaram 22,2 milhões de toneladas, registrando crescimento de 41%, impulsionado pela movimentação de petróleo e derivados. As cargas em contêineres responderam por 5,6 milhões de toneladas, enquanto a carga geral atingiu 2,7 milhões de toneladas.

Nos portos organizados, o volume cresceu 7% em relação ao ano anterior, totalizando 16,8 milhões de toneladas. O Porto de Santos (SP), o maior do Brasil, liderou com 10,1 milhões de toneladas, um aumento de 14%. Em seguida, destacam-se Itaguaí (RJ) com 4,74 milhões de toneladas, Rio de Janeiro (RJ) com 1,07 milhão, Vitória (ES) com 706 mil toneladas e São Sebastião (SP) com 159,7 mil toneladas.

Nos terminais autorizados, o crescimento foi de 28%, alcançando 39,7 milhões de toneladas. O Terminal de Petróleo TPET/TOIL – Açu (RJ) movimentou 7,6 milhões de toneladas, seguido por Tubarão (ES) com 7,2 milhões, Terminal Aquaviário de Angra dos Reis (RJ) com 6 milhões, Terminal Aquaviário de São Sebastião (SP) com 5,1 milhões e Terminal da Ilha de Guaíba (RJ) – TIG com 2,2 milhões.

Entre as principais mercadorias, o petróleo e derivados (óleo bruto) lideram com 18,3 milhões de toneladas, representando 32,5% do total e crescimento de 46,7%. O minério de ferro veio em segundo lugar, com 17,9 milhões de toneladas e alta de 21,5%. Outros derivados de petróleo somaram 3,2 milhões de toneladas, com aumento de 20,8%, e o açúcar registrou 1,6 milhão de toneladas, com crescimento de 70%.

No que diz respeito aos tipos de navegação, a de longo curso, entre o Brasil e outros países, transportou 40,7 milhões de toneladas, com alta de 20,76%. A cabotagem, entre portos brasileiros, movimentou 12,9 milhões de toneladas, crescendo 23,5%. As exportações aumentaram 26,25%, enquanto as importações tiveram retração de 1,71%.

“O Sudeste segue como o principal corredor logístico do país, sustentado pela diversidade de cargas, pela integração entre portos públicos e terminais privados e por uma agenda contínua de investimentos em infraestrutura”, afirmou o ministro do MPor, Silvio Costa Filho. Ele destacou que a concentração dessas instalações portuárias é um diferencial competitivo da região, garantindo eficiência e competitividade ao comércio exterior brasileiro.

Com informações do Governo Federal

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