GUILHERME W. ALMEIDA
FOLHAPRESS
O número de chaves Pix cadastradas no Brasil ultrapassou a marca de 1 bilhão. Segundo dados divulgados pelo Banco Central, a cifra foi atingida com a criação de 9,8 milhões de chaves entre agosto e setembro.
Como a quantidade de usuários do Pix está na casa dos 170 milhões, a média de chaves cadastradas por pessoa é maior que cinco.
O tipo de Pix mais usado é o aleatório, em que o próprio sistema do Pix gera uma sequência de letras e números sem padrão definido para receber os valores. Segundo a base de dados do BC, há 526 milhões de chaves aleatórias cadastradas.
Em seguida, estão os números de celular, com 166 milhões de registros; os números de CPF, com 153 milhões; e os endereços de email, com 144,5 mihlões.
O cadastro das chaves Pix pode ser feito pelos usuários nos aplicativos de bancos ou de instituições financeiras habilitadas a operar o sistema de pagamentos instantâneos.
Usuários sem chave cadastrada podem, ainda assim, pagar e receber com Pix usando número de conta, banco e agência. Também é possível realizar as transferências de outras formas, como escanear um código QR e aproximar dois dispositivos.
Quando uma transferência é feita entre clientes de bancos diferentes, ela passa pelo SPI (Sistema de Pagamentos Instantâneos), sistema do Banco Central que processa e liquida transações em tempo real a todo momento. Operações feitas entre clientes do mesmo banco são liquidadas pela própria instituição, sem passar pelo SPI.
Em setembro, foram feitas 7,1 bilhões de transações processadas pelo SPI, com movimentação de R$ 3,2 trilhões. Os dados de transações fora do sistema ainda não estão disponíveis. Em agosto, foram 743 milhões de transações entre clientes da mesma instituição, ante 7,3 bilhões entre usuários de plataformas diferentes.
Pix supera 1 bilhão de chaves cadastradas no Brasil, diz Banco Central
Como a quantidade de usuários do Pix está na casa dos 170 milhões, a média de chaves cadastradas por pessoa é maior que cinco
Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil