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Economia

Pix por aproximação deixa de ter teto de R$ 500

Limites passam a ser definidos pela configuração de segurança de cada conta, com ajuste feito no aplicativo do banco.

Redação Jornal de Brasília

01/10/2026 7h31

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Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

O Pix por aproximação passa a ter novas regras a partir desta quinta-feira (1º), com a retirada do teto específico de R$ 500 por transação. A partir de agora, os limites da modalidade serão definidos pela configuração de segurança de cada conta, e o cliente poderá pedir ao banco o aumento ou a redução dos valores autorizados.

A mudança foi estabelecida pela Instrução Normativa BCB nº 746, publicada pelo Banco Central em junho, e também vale para transações realizadas por Código QR, chaves de acesso e operações iniciadas pela jornada sem redirecionamento (JSR) do Open Finance. Na prática, o fim do teto fixo não significa que o usuário poderá pagar qualquer valor automaticamente: a operação seguirá sujeita aos limites definidos para cada conta e às regras de segurança do sistema.

Até então, cada transação feita por aproximação não podia ultrapassar R$ 500. Com a nova regra, não haverá um novo teto único substituindo esse valor. Assim, um pagamento de R$ 600 ou de R$ 1 mil, por exemplo, poderá ser feito por aproximação se o limite da conta permitir.

O ajuste será feito no aplicativo da instituição financeira, que deverá oferecer uma ferramenta de gerenciamento dos limites. Em linhas gerais, o cliente deve acessar as configurações do Pix, localizar a área de limites ou gerenciamento do Pix por aproximação, solicitar a alteração e seguir as etapas de autenticação exigidas pelo banco.

O Pix por aproximação utiliza a tecnologia NFC, que permite a comunicação entre o celular e a máquina de pagamento sem a necessidade de digitar dados. Disponível desde fevereiro de 2025, a modalidade pode ser usada diretamente pelo aplicativo do banco ou por carteiras digitais compatíveis.

No uso por carteira digital, é necessário vincular a conta bancária ao serviço antes de começar a pagar. Depois de configurado, o pagamento segue uma dinâmica semelhante à de um cartão cadastrado no celular: o cliente informa que fará o pagamento via Pix, confere os dados e o valor da cobrança, aproxima o aparelho da máquina e conclui a operação com a autenticação exigida.

Com a possibilidade de pagamentos maiores por aproximação, o Banco Central e as instituições financeiras reforçam a necessidade de atenção a golpes e movimentações suspeitas. Entre os cuidados citados estão conferir o valor exibido na maquininha e no celular, verificar o estabelecimento antes de aproximar o aparelho, manter bloqueio de tela e mecanismos de autenticação ativos e revisar periodicamente os limites configurados no aplicativo do banco.

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