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Economia

Pix Garantia pode ampliar acesso ao crédito, diz secretário

Regis Dudena afirmou que a ferramenta do Banco Central pode permitir o uso de recebíveis futuros via Pix como garantia e reduzir juros.

Redação Jornal de Brasília

25/05/2026 15h39

Foto: Gustavo Alcântara/Ministério da Fazenda

Foto: Gustavo Alcântara/Ministério da Fazenda

O Pix Garantia pode ampliar o acesso ao crédito para micro e pequenos empreendedores sem a necessidade de apresentar patrimônio como garantia. A avaliação foi feita pelo secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Regis Dudena, na quinta-feira (21/5), durante o painel “Acesso a crédito e cidadania financeira: Open Finance e Pix Garantia”, no Congresso Abipag de Regulação e Concorrência, em Brasília.

Segundo Dudena, a solução desenvolvida pelo Banco Central representa uma inovação no mercado de crédito ao permitir que empresas e empreendedores utilizem valores futuros a receber via Pix como garantia para obtenção de empréstimos com taxas de juros mais baixas. Ele afirmou que a ferramenta pode beneficiar especialmente micro e pequenos empreendedores e pessoas físicas com histórico recorrente de recebimentos.

“O Pix Garantia traz a possibilidade de micro e pequenos empreendedores, por exemplo, ou até pessoas físicas que tenham um fluxo passado, utilizarem esse histórico para que a instituição concedente do crédito avalie se o risco de crédito lá na frente é diminuído”, disse o secretário.

Dudena destacou ainda que a iniciativa permite ampliar o acesso ao crédito sem exigir bens ou propriedades como garantia. Segundo ele, a infraestrutura pode ajudar o potencial credor a avaliar o histórico do tomador e considerar que esse passado pode projetar um futuro que garanta o pagamento.

O painel também contou com a participação da presidente do Open Finance Brasil, Ana Carla Abraão; da representante do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro (Denor) do Banco do Brasil, Cristina Roriz; do superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Alessandro Serafin Octaviani Luis; e do superintendente-adjunto do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Felipe Mundim.

Com informações do Governo Federal

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