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Economia

Pix ganha espaço em bares e restaurantes e chega a 20,5%

Meio de pagamento avança sobretudo entre pequenos negócios e nas regiões Norte e Nordeste, enquanto o cartão de crédito segue na liderança.

Redação Jornal de Brasília

06/08/2026 22h18

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Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

O Pix respondeu por 20,5% das vendas presenciais em bares e restaurantes do país, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). O cartão de crédito continua como principal meio de pagamento, com 41,5% das transações, seguido pelo cartão de débito, com 25,1%.

O levantamento foi feito com 2.109 pontos comerciais e mostra que o avanço do Pix ocorreu principalmente à custa do dinheiro em espécie, que hoje representa 8,3% das vendas presenciais. Em 2024, na primeira edição da sondagem da Abrasel sobre meios de pagamento, o sistema respondia por 16,5% das transações.

A adesão ao Pix é mais forte entre estabelecimentos de menor porte. Nos negócios com faturamento anual de até R$ 130 mil, o meio de pagamento responde por 30,4% das vendas de salão e balcão. Entre as empresas com faturamento de R$ 130 mil a R$ 360 mil, a participação é de 22,6%, enquanto nas que faturam entre R$ 360 mil e R$ 1 milhão o índice chega a 24%.

Nas empresas com faturamento anual superior a R$ 1 milhão, o avanço é mais lento, com participação do Pix entre 14,9% e 17,5% das vendas. O tipo de estabelecimento também influencia o uso: em locais de alimentação rápida, o sistema já representa 24,6% das vendas; em restaurantes especializados, 21%; em bares e casas noturnas, 19,9%; e, nos restaurantes que servem refeições completas, 17%.

Por região, o Norte lidera o uso do Pix em bares e restaurantes, com 29,8% das vendas de salão e balcão, acima dos 25,5% registrados no levantamento anterior e também do cartão de débito, que aparece com 24,5%. O Nordeste vem em seguida, com 24,2%, à frente do cartão de débito, com 23,4%.

Nas demais regiões, o Pix ocupa a terceira posição entre os meios de pagamento. No Sudeste, representa 18,1% das transações; no Centro-Oeste, 17,9%; e, no Sul, 16,5%. O dinheiro em espécie segue em queda e, em todas as regiões, tem participação inferior a 11%.

Em nota, o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, afirmou que o Pix atende à busca dos consumidores por rapidez e praticidade e, ao mesmo tempo, ajuda empresários a reduzir custos e ganhar previsibilidade de caixa. Para a entidade, os números evidenciam o avanço da digitalização do consumo no país.

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