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PIB foi afetado por fatores climáticos, diz Ministério da Economia

“É fundamental distinguir o que é política econômica de fatores climáticos adversos e pontuais da natureza”, afirma a SPE do ministério

Por FolhaPress 02/12/2021 11h42
Foto: Agência Brasil

Fábio Pupo
Brasília, DF

O Ministério da Economia afirmou nesta quinta-feira (2), em nota que analisa a queda do PIB (Produto Interno Bruto) no terceiro trimestre, que fatores climáticos adversos da natureza tiveram impacto no desempenho da atividade.

“É fundamental distinguir o que é política econômica de fatores climáticos adversos e pontuais da natureza”, afirma a SPE (Secretaria de Política Econômica) do ministério. “A maior crise hídrica em 90 anos de história e a ocorrência de severas geadas tiveram impacto tanto em setores intensivos em energia como em setores que dependem do clima, como agricultura”, diz.

De acordo com a secretaria, houve forte elevação dos custos de produção como adubos, fertilizantes e defensivos, o que também afetou os números da agropecuária.

O agronegócio mostrou queda de 8% contra o trimestre imediatamente anterior. Caso o campo tivesse variação zero, diz a SPE, o PIB cresceria ao menos 0,3% no período.

No total, a economia brasileira recuou 0,1% no terceiro trimestre de 2021, frente aos três meses imediatamente anteriores, mostram dados do PIB (Produto Interno Bruto) divulgados nesta quinta-feira (2º) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Por outro lado, a SPE destaca que há recuperação do setor de serviços, que cresceu 1,1% no período, “condizente com a melhora no mercado de trabalho e aumento da mobilidade”.

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“Pelo lado da demanda, há elevação da absorção interna, puxada principalmente pelo maior crescimento do consumo das famílias desde o final do ano passado”, afirma.

A secretaria afirma haver uma forte recuperação do mercado de trabalho e citou dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, que aponta criação de 1,2 milhão de postos de trabalho por mês. A SPE aponta ainda que a taxa de poupança, que chegou a 18,6% do PIB no trimestre, retornou ao nível de 2014.

“Os indicadores coincidentes e o carregamento estatístico mostram que a atividade continuará crescendo a taxas elevadas no final do ano”, afirma a SPE

Conforme os dados divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o PIB está no mesmo patamar registrado entre o fim de 2019 e o início de 2020, período pré-pandemia. Por outro lado, encontra-se 3,4% abaixo do ponto mais alto da série histórica, alcançado no primeiro trimestre de 2014.

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Mesmo com a alta de 1,1% no setor de serviços, que responde por cerca de 70% do PIB nacional, o resultado do terceiro trimestre foi puxado para baixo pela queda de 8% na agropecuária e pelo recuo de 9,8% nas exportações de bens e serviços.

A indústria, por sua vez, ficou estagnada (0%). Segundo o IBGE, as fábricas sentem o encarecimento de insumos na pandemia e os efeitos da crise energética, que eleva os custos de produção.

Projeções sinalizam que o PIB brasileiro deve fechar o ano de 2021 com crescimento, associado em grande parte à base de comparação deprimida –em 2020, a pandemia causou forte queda do indicador.

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