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Economia

PF mira executivos do Rioprevidência em operação sobre suspeitas relacionadas ao Master

Operação Barco de Papel mira dirigentes do Rioprevidência e apura crimes como gestão fraudulenta, desvio de recursos e corrupção passiva

Redação Jornal de Brasília

23/01/2026 12h29

Foto: Divulgação/PF

Foto: Divulgação/PF

JOSÉ MARQUES
FOLHAPRESS

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (23) uma operação com o objetivo de apurar suspeitas de operações financeiras irregulares relacionadas ao Banco Master no fundo de previdência dos servidores do estado do Rio de Janeiro.

Os alvos de busca e apreensão são a sede do próprio Rioprevidência, que gere aposentadorias e pensões de servidores públicos do Rio, e endereços de pessoas relacionadas ao órgão. Uma deles é o atual presidente do fundo, Deivis Marcon Antunes.

Além de Antunes, também houve buscas contra Eucherio Lerner Rodrigues, ex-diretor de investimentos, e Pedro Pinheiro Guerra Leal, ex-gerente de investimentos.

A operação foi intitulada Barco de Papel e os mandados foram expedidos pela 6ª Vara Federal do Rio.
Na residência de Deivis, no bairro de Botafogo, foram apreendidos pen drives, dinheiro em espécie e relógios.

Procurado pela reportagem, o órgão ainda não se manifestou. As defesas dos alvos não foram localizadas.

As investigações foram iniciada em novembro do ano passado e pretende apurar um conjunto de nove operações financeiras feitas entre novembro de 2023 e julho de 2024 que resultaram numa aplicação de R$ 970 milhões em recursos da Rioprevidência em letras financeiras do Master.

São apuradas suspeitas de crimes contra o sistema financeiro nacional, como gestão fraudulenta, desvio de recursos, induzir em erro repartição pública e fraude à fiscalização ou ao investidor, além de associação criminosa e corrupção passiva.

No ano passado, em meio às investigações sobre o Master, o Rioprevidência divulgou uma nota em que dizia que as letras financeiras emitidas pelo banco tinham vencimentos previstos para 2033 e 2034 e que a autarquia fluminense estava “em negociação para substituir as letras por precatórios federais”.

“Importante esclarecer ainda que à época das aplicações, o Banco Master S.A. detinha autorização de funcionamento emitida pelo Banco Central do Brasil, credenciamento ativo junto ao Ministério da Previdência Social e classificação de risco de crédito de ‘grau de investimento’ – rating nacional de longo prazo ‘A-‘, atribuído pela Fitch Ratings, atestando solidez financeira e a credibilidade institucional. As aplicações foram realizadas em conformidade com todos os regramentos vigentes à época e de acordo com o Plano Anual de Investimentos que foi aprovado pelo Conselho de Administração da Autarquia”, disse o Rioprevidência, na ocasião.

“A descoberta de fraudes dessa monta e dessa gravidade no Banco Master atinge não apenas o Rioprevidência, mas milhares de investidores, outros RPPS’s, empresas privadas e estatais, entre outros entes”, dizia a nota.

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