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Economia

PF adia depoimentos de investigados em fraudes no Banco Master

A Polícia Federal suspendeu as oitivas após defesas alegarem falta de acesso aos autos do inquérito no STF.

Redação Jornal de Brasília

27/01/2026 16h09

prédio da polícia federal

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Polícia Federal adiou, nesta terça-feira (27), os depoimentos de três investigados no inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que apura fraudes financeiras na compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). Os depoimentos estavam previstos para ocorrer nas instalações do STF, conforme determinação do relator, ministro Dias Toffoli.

Os investigados cujas oitivas foram suspensas são Robério Cesar Bonfim Mangueira, ex-superintendente do BRB; Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio do Banco Master; e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio da instituição. As defesas dos acusados informaram não ter tido acesso aos autos das investigações, o que motivou o adiamento. Ainda não há nova data marcada para os depoimentos.

O único depoimento realizado foi o de Luiz Antonio Bull, ex-diretor do Banco Master. Segundo sua defesa, Bull respondeu a todas as perguntas dos investigadores e se colocou à disposição para prestar mais esclarecimentos.

O inquérito foi transferido para o STF em dezembro do ano passado, após a citação de um deputado federal nas investigações, o que ativa o foro privilegiado. As apurações envolvem fraudes que podem somar R$ 17 bilhões, incluindo a concessão de créditos falsos pelo Banco Master e a tentativa de aquisição pelo BRB, banco público ligado ao governo do Distrito Federal.

A investigação ganhou impulso com a deflagração da Operação Compliance Zero, em novembro de 2023, que teve como alvo o banqueiro Daniel Vorcaro e outros acusados, como os ex-diretores Alberto Feliz de Oliveira e Ângelo Antônio Ribeiro da Silva.

*Com informações da Agência Brasil

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