O barril de Petróleo Intermediário do Texas (WTI, healing leve) encerrou a sessão de hoje no pregão de Nova York a US$ 104, visit this site 52, o preço de fechamento mais alto já alcançado por essa matéria-prima, que encareceu impulsionada pela queda das reservas nos Estados Unidos durante a semana passada.
Além disso, os contratos de WTI com vencimento em abril chegaram a ser negociados hoje na Bolsa Mercantil de Nova York por US$ 104,64, também o preço mais alto já negociado em um contrato desse tipo de petróleo.
Até hoje, o preço mais alto de fechamento havia sido registrado em 28 de fevereiro, quando o WTI acabou a sessão negociado a US$ 102,59 por barril.
O forte aumento no valor do petróleo de hoje ocorreu em paralelo à escalada que registraram os preços dos combustíveis, em dia em que o dólar alcançou novos valores mínimos de câmbio diante do euro.
Além disso, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) decidiu não variar suas cotas oficiais de produção, como esperava o mercado, apesar da forte tendência de alta dos preços e dos pedidos dos EUA para que aumente sua oferta.
Os contratos de gasolina para entrega em abril ficaram US$ 0,12 mais caros, sendo negociados no final da sessão a US$ 2,6421 o galão (3,78 litros).
Os contratos de gasóleo de calefação para esse mesmo mês aumentaram seu preço em US$ 0,15 e se situaram em US$ 2,9431 por galão, enquanto os de gás natural alcançaram os US$ 9,74 por cada mil pés cúbicos, US$ 0,39 mais que o dia anterior.
O preço do petróleo WTI acelerou hoje a tendência de alta com que tinha iniciado a jornada depois que o Departamento de Energia (DOE) dos EUA divulgasse os dados mais recentes de reservas de petróleo e de combustíveis armazenadas na semana passada.
Segundo esses dados, as reservas de petróleo reduziram em 3,1 milhões de barris, após quase dois meses de contínuas altas, frente às previsões que aumentariam em algo mais de dois milhões de barris.
O total armazenado, de 305,4 milhões, é 4% inferior ao do ano passado na mesma época.
Os dados de reservas de gasolina, pelo contrário, foram mais favoráveis do que se previa e aumentaram em 1,7 milhões de barris, quando os analistas esperavam uma redução próxima a um milhão de barris.
O total de gasolina em reserva é de 234,3 milhões de barris, volume que supera em 9% ao registrado um ano trás.
As reservas de produtos destilados, que incluem o gasóleo de calefação e o diesel, caíram em 2,4 milhões de barris, mais do que o previsto, e o total ficou em 117,6 milhões, número que é 4,5% inferior à do ano passado.
O mercado também soube hoje que a Opep não variará por enquanto suas cotas oficiais de produção, estabelecidas em 29,67 milhões de barris diários, ao considerar que existe um nível adequado de oferta em relação à demanda mundial.
A Opep insistiu que os elevados preços do petróleo não são conseqüência de uma escassez de oferta, mas se devem à atividade especulativa nos mercados petrolíferos.
A fulgurante escalada dos preços do petróleo e dos combustíveis coincidiu hoje também, da mesma forma que em sessões recentes, com uma sólida depreciação da moeda americana frente ao euro e outras moedas.
A depreciação encoraja o investimento em matérias-primas que como o ouro e o petróleo, entre outras, são negociados em dólares.