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Economia

Petróleo volta a subir com novos ataques entre Israel e Irã; Bolsas caem no mundo e sobem na China

Petróleo sobe, ouro avança e mercados globais recuam nesta sexta

Redação Jornal de Brasília

27/03/2026 15h00

acoes bolsa de valores bovespa mercado financeiro

Foto: Divulgação

FOLHAPRESS

O preço do petróleo está subindo pelo segundo dia consecutivo e chegou a alcançar US$ 104,66, alta de 2,72%, nesta sexta-feira (27), em mais um dia de bombardeios de Israel e Irã.

O barril Brent, referência mundial, atingiu seu maior valor na sessão às 8h (horário de Brasília). Uma hora depois, ele estava cotado a US$ 104,79 (R$ 550,95), elevação de 2,85% em relação ao preço de fechamento de quinta-feira (26).

Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, saltava 4,47%, negociado a US$ 98,70 (R$ 518,93). A maioria das principais Bolsas do mundo estão em queda nesta sexta e o ouro está subindo nesta sexta.

Os investidores continuam preocupados com o confronto no Oriente Médio, mesmo depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, adiar em 10 dias seu ultimato de ataques contra as instalações de energia do Irã ao destacar um avanço nas negociações para tentar acabar com a guerra.

Ele alegou que atendeu um “pedido do governo iraniano” e adiou o ultimato “até segunda-feira, 6 de abril de 2026, às 20h” (horário de Washington, 21h de Brasília)”, em post publicado nessa quinta-feira (26). O Irã negou que mantenha conversações com os EUA sobre o fim do confronto, apesar de a agência de notícias iraniana Tasnim ter informado que o regime respondeu a um pacote de 15 medidas enviadas pelos norte-americanos.

Nesta sexta, os ataques entre israelenses e iranianos permaneceram. O Exército de Israel informou ter realizado ataques contra “a infraestrutura” do regime iraniano em Teerã.

Já a Guarda Revolucionária do Irã, braço militar do regime, afirmou que atacou com mísseis e drones alvos em Israel e instalações militares usadas pelas forças dos EUA em Israel, Emirados Árabes, Qatar, Kuwait e Bahrein, em comunicado divulgado pelas agências de notícias Irna e Fars.

O porta-voz das Forças Armadas iranianas afirmou na noite de quinta-feira que os hotéis do Oriente Médio que hospedam militares americanos passarão a ser considerados alvos na guerra.

Com a continuidade do conflito, o jornal The Wall Street Journal informou que o governo norte-americano estuda enviar mais 10 mil soldados ao Oriente Médio.

A continuidade da guerra, que completa um mês neste sábado (28), será debatida pelos países do G7 em uma reunião entre ministros das Relações Exteriores nesta sexta, na França.

A expectativa é que Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, seja pressionado por seus pares para explicar a estratégia, enquanto ele deve insistir para que os países ajudem com a criação de uma escolta a navios para reabrir o estreito de Hormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e GNL (gás natural liquefeito).

“O mercado não está se comportando de forma errática, é assim que um mercado eficiente se comporta diante de uma incerteza radical”, afirmou Steven Grey, diretor de investimentos da Grey Value Management. “As pessoas estão mudando de rumo incrivelmente rápido ou recuando…A confusão do mercado é totalmente racional”, avaliou.

BOLSAS PELO MUNDO CAEM

A manutenção do confronto no Oriente Médio fez com que os investidores voltassem a evitar ativos de risco e as principais Bolsas da Europa e dos EUA estão em queda nesta sexta, mas as da Ásia subiram.

O índice Euro STOXX 600, referência na União Europeia, fechou com perda de 0,8%, mesma situação vista em Frankfurt (-1,32%), Londres (-0,05%), Paris (-0,87%), Madri (-0,74%) e Milão (-0,74%). Nos EUA, os três também caíam: Nasdaq (-1,69%), S&P 500 (-1,23%) e Dow Jones (-1,13%), às 14h20.

Na Ásia, as Bolsas de Tóquio (-0,43%), Seul (-0,4%) e Taiwan (-0,68%) fecharam em queda, mas a exceção foi a China, que teve valorização em três índices. O CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,56%, e o índice SSEC, em Xangai, valorizou 0,63%. A Bolsa de Hong Kong subiu 0,38%.

Já o ouro estava em alta de 2,71%, negociado a R$ 4.528.35 (R$ 23,81 mil).

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