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Economia

Petróleo recua levemente com anúncio de nova liberação de reservas estratégicas

Brent recua 0,06%, enquanto WTI cai 1,90% com expectativa de aumento da oferta de combustíveis

Redação Jornal de Brasília

02/10/2026 18h00

Foto: MAZEN MAHDI/AFP

Foto: MAZEN MAHDI/AFP

Os preços do petróleo fecharam a sexta-feira (2) com uma queda moderada, já que o efeito tranquilizador do anúncio de uma nova liberação de reservas mundiais de hidrocarbonetos não conseguiu dissipar totalmente as preocupações com a situação no Oriente Médio.

O barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em dezembro, recuou 0,06%, a 102,25 dólares. Seu equivalente americano, o West Texas Intermediate, para entrega em novembro, caiu 1,90%, a 91,11 dólares.

Os preços passaram o essencial da sessão em baixa, na expectativa do desbloqueio das reservas estratégicas.

Até 100 milhões de barris de diesel e petróleo bruto serão liberados nos próximos quatro meses, conforme acertaram na sexta-feira os líderes do G7.

Serão colocados no mercado estoques “consideráveis” de diesel nos próximos 20 dias, segundo declaração dos membros do G7 — Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido — que não exclui “analisar a possibilidade” de liberar estoques “adicionais”.

“Comprometemo-nos a não impor nenhuma proibição às exportações, o presidente [Donald] Trump foi muito claro a esse respeito”, declarou o presidente francês Emmanuel Macron.

O governo dos Estados Unidos vinha pressionando a Europa há alguns dias para que recorresse às suas reservas, numa tentativa de fazer os preços recuarem.

“A baixa capacidade de refino e de produção no Oriente Médio e na Rússia, juntamente com o cancelamento por parte da China de carregamentos de derivados destinados à exportação para sustentar seu abastecimento interno, continua restringindo a disponibilidade de combustíveis”, explicou Ole Hansen, analista do Saxo Bank.

Lançar mão das reservas estratégicas pode reduzir a pressão sobre os preços, mas esses colchões “foram concebidos para fazer frente a perturbações temporárias da oferta, e não a desequilíbrios estruturais do mercado”, lembra Giovanni Staunovo, analista do UBS, em declarações à AFP.

A medida do G7 busca ainda conter os preços dos derivados, que subiram mais do que os do petróleo bruto.

Este último continua sujeito a “um importante prêmio de risco”, segundo Thu Lan Nguyen, especialista do Commerzbank, ao explicar que “provavelmente as negociações entre os Estados Unidos e o Irã continuam difíceis e que ainda não se vislumbra um avanço”.

AFP

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