Menu
Economia

Petróleo permanece estável ao redor de 100 dólares; Bolsas em queda

Redação Jornal de Brasília

13/03/2026 7h40

Os preços do barril de petróleo permaneciam estáveis nesta sexta-feira (13) em torno de 100 dólares, enquanto as Bolsas asiáticas e europeias registravam quedas, depois que o Irã prometeu atacar mais recursos petrolíferos no Oriente Médio e seguir bloqueando o Estreito de Ormuz.

Após superar os 100 dólares na quinta-feira, por volta das 8h30 GMT (5h30 no horário de Brasília) desta sexta-feira, o Brent do Mar do Norte, referência internacional, subia 2,04%, a 102,51 dólares por barril.

O WTI, referência americana, avançava 1,97%, a 97,62 dólares por barril.

Nas primeiras operações na Europa, a Bolsa de Paris caía 1,14%, Frankfurt 1,08%, Londres 0,76% e Milão 1,07%.

Em Tóquio, o índice Nikkei fechou em queda de 1,16%. Em Seul, o índice Kospi recuou 1,72%. Taipé perdeu 0,54% e o índice Hang Seng de Hong Kong caía 1,11% nas últimas negociações.

Com os países do Golfo reduzindo a produção e petroleiros bloqueados na região, os preços de referência do petróleo subiram entre 40% e 50% desde que Estados Unidos e Israel atacaram o Irã em 28 de fevereiro, o que ameaça frear o crescimento econômico e alimentar a inflação.

O Estreito de Ormuz, rota marítima crucial para o transporte de petróleo, segue praticamente fechado, e o novo líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmou na quinta-feira que o país continuará utilizando essa “carta”.

“A estratégia iraniana de desorganizar o mercado de energia se confirma, com o fechamento de fato do estreito de Ormuz há duas semanas e ataques a petroleiros no golfo Pérsico e a portos de Omã além do estreito”, avaliou Xavier Chapard, estrategista da LBPAM.

A Agência Internacional de Energia (AIE) advertiu que a guerra no Oriente Médio pode provocar “a maior interrupção do abastecimento” da história do setor.

Apesar disso, o presidente americano, Donald Trump, escreveu nas redes sociais que derrotar o “império do mal” do Irã era mais importante que os preços do petróleo.

Chris Weston, analista da empresa Pepperstone, afirmou: “Com o petróleo fechando perto de suas máximas, os mercados estão cada vez mais precificando uma duração maior do conflito e o impacto contínuo de um possível fechamento do estreito de Ormuz”.

“Donald Trump poderia continuar considerando a ideia de ajudar navios a atravessar o estreito, e se isso se concretizasse, o mercado poderia experimentar um forte movimento de alívio”, acrescentou.

“No entanto, por enquanto, as características dominantes são preços de energia mais altos e volatilidade extremamente elevada nos mercados.”

AFP

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado