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Economia

Petróleo fecha em queda em um dia volátil, focado na Rússia

Preço do barril de Brent do mar do Norte para entrega em outubro acabou fechando em baixa de 1,11%, a 66,89 dólares

Redação Jornal de Brasília

06/08/2025 17h39

Foto: DELIL SOULEIMAN / AFP

Foto: DELIL SOULEIMAN / AFP

Os preços do petróleo fecharam em queda nesta quarta-feira (6), após um dia marcado por anúncios dos Estados Unidos sobre a Rússia e com os operadores avaliando a possibilidade de uma redução das exportações russas de cru.

Após uma primeira parte da sessão operando no azul, o preço do barril de Brent do mar do Norte para entrega em outubro acabou fechando em baixa de 1,11%, a 66,89 dólares.

Seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate para entrega em setembro, recuou 1,24%, a 64,35 dólares.

“Houve muitas manchetes, muitas declarações confusas” sobre a Rússia e o mercado reagiu a cada uma delas, disse à AFP John Kilduff, da Again Capital.

O analista assinalou que “as implicações são enormes”, pois Moscou é o terceiro produtor e o segundo exportador mundial de petróleo cru.

O enviado de Donald Trump, Steve Witkoff, teve conversas qualificadas como “produtivas” com o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou nesta quarta-feira, a dois dias da expiração do ultimato dado pelos Estados Unidos à Rússia para pôr fim ao conflito na Ucrânia.

O presidente americano assegurou, inclusive, que foram feitos “grandes avanços”.

Um alto funcionário americano disse, no entanto, que os Estados Unidos ainda planejam implementar, na sexta-feira, sanções secundárias para que a Rússia suspenda sua ofensiva na Ucrânia. Tratam-se de sanções dirigidas aos países que se abastecem com produtos russos, especialmente petróleo e armas, como a Índia e a China.

Neste contexto, Trump anunciou uma tarifa adicional de 25% a uma ampla gama de produtos indianos, que se soma ao imposto já existente de 25%, que entrará em vigor na quinta-feira.

Nova Délhi é o segundo consumidor de petróleo cru russo, depois da China, com aproximadamente 1,6 milhão de barris por dia desde o começo do ano.

“Se a Índia ceder, o que se negou a fazer até agora, isto reduzirá o suprimento mundial de petróleo”, e Moscou teria dificuldades para vender a commodity em outro lugar, “especialmente no curto prazo”, afirma Arne Lohmann Rasmussen, analista da Global Risk Management.

Se as exportações russas não forem afetadas, o mercado espera uma queda nos preços.

© Agence France-Presse

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