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Economia

Petróleo fecha em alta por falta de avanços diplomáticos entre Irã e EUA

“A cúpula da ONU desta semana não resultou em nenhum avanço notável entre Estados Unidos e Irã”, resumiram analistas da Briefing.com

Redação Jornal de Brasília

24/09/2026 18h22

Foto: MAZEN MAHDI/AFP

Extração de petróleo. Foto: MAZEN MAHDI/AFP

Os preços do petróleo fecharam em alta nesta quinta-feira (24), enquanto os investidores se mostravam céticos sobre a possibilidade de que Estados Unidos e Irã alcancem em breve um acordo que ponha fim ao conflito no Oriente Médio.

O preço do barril do Brent do Mar do Norte, referência internacional, para entrega em novembro avançou 3,41%, aos 106,60 dólares. Seu equivalente americano, o barril do West Texas Intermediate, para entrega no mesmo mês, subiu 2,66%, aos 94,61 dólares.

“A cúpula da ONU desta semana não resultou em nenhum avanço notável entre Estados Unidos e Irã”, resumiram analistas da Briefing.com.

Andy Lipow, da empresa Lipow Oil Associates, disse à AFP que “ambas as partes seguem muito afastadas em questões fundamentais”. As declarações beligerantes dos dois lados tampouco contribuem para aliviar os temores do mercado.

Um conselheiro do líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, advertiu, nesta quinta-feira, para uma extensão da guerra “até o Oceano Índico” em caso de um novo ataque dos Estados Unidos contra o Irã.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse ontem na ONU que “a resistência do povo iraniano só faria se intensificar frente às sanções, à crescente pressão e ao aumento das intimidações”.

Um dia antes, o presidente americano, Donald Trump, havia ameaçado “aniquilar” o Irã, embora, depois, tenha elogiado a retomada dos diálogos entre as partes. “Isso ressalta até que ponto a brecha entre os Estados Unidos e o Irã segue profunda”, explicou Arne Lohmann Rasmussen, da Global Risk Management.

Os preços, no entanto, perderam parte de suas altas durante a sessão, após informações da agência Reuters que mencionavam diálogos entre negociadores americanos e iranianos, o que mostra a sensibilidade do mercado diante de qualquer perspectiva de distensão.

© Agence France-Presse

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