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Economia

Petróleo cai em mercado menos preocupado com geopolítica

Barril do Brent caiu quase 4% nesta sexta-feira após declarações de rebeldes houthis diminuírem a percepção de risco sobre o transporte de petróleo na região

Redação Jornal de Brasília

24/07/2026 17h57

Foto: DELIL SOULEIMAN / AFP

Foto: DELIL SOULEIMAN / AFP

Os preços do petróleo recuaram nesta sexta-feira (24), após uma forte alta ao longo da semana, já que o mercado reduziu a percepção dos riscos de interrupção do abastecimento no Mar Vermelho depois de declarações dos rebeldes houthis do Iêmen.

O preço do barril de petróleo Brent do Mar do Norte para entrega em setembro caiu 3,88%, para US$ 96,78. Durante o pregão, chegou a recuar até 5%, atingindo a mínima de US$ 95,13.

No dia anterior, o Brent havia superado a marca simbólica de US$ 100 por barril pela primeira vez desde o mês de maio.

Seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate (WTI), para entrega no mesmo mês, recuou 3,12%, para US$ 89,31.

“Há algum movimento marítimo no Mar Vermelho, portanto a situação não está necessariamente tão paralisada quanto imaginávamos”, explicou à AFP Robert Yawger, analista da Mizuho USA.

Os rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, afirmaram nesta sexta-feira que seu bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita não tinha como objetivo paralisar o estratégico estreito de Bab el-Mandeb, depois de reivindicarem o ataque contra dois petroleiros sauditas.

“Alguns navios que transportam petróleo saudita continuam atravessando o Estreito de Bab el-Mandeb”, afirmou à AFP Giovanni Staunovo, analista do UBS.

Esses fluxos marítimos significam que, “por enquanto, não se trata de um bloqueio total”, o que reduz ligeiramente o risco para o abastecimento mundial de petróleo, acrescentou.

Após o fechamento dos mercados, foi divulgado que um navio saudita sofreu danos leves no casco em decorrência de um ataque enquanto navegava pelo Mar Vermelho, segundo um responsável pelo setor de transporte ouvido pela imprensa estatal.

A importância dessa passagem estratégica aumentou desde o bloqueio do Estreito de Ormuz por parte do Irã.

AFP

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