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Economia

Petroleiros preparam manifestação contra acidentes

Arquivo Geral

17/12/2013 18h33

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) convocou manifestação nacional contra as reduções de custos impostas pelo Programa de Otimização de Custos Operacionais (Procop) da Petrobras.

A mobilização está marcada para a próxima sexta-feira, 20, no mesmo dia em que o Conselho de Administração da estatal terá uma reunião extraordinária, no âmbito do Comitê de Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS), para discutir os recentes acidentes em refinarias do País.

De acordo com a FUP, as medidas do Procop têm comprometido manutenções de máquinas equipamentos e aumentado os riscos de acidentes nas refinarias.

“As refinarias são cada vez mais atingidas pela insegurança crônica que se alastrou por todo o Sistema Petrobras, apesar dos constantes alertas e cobranças do movimento sindical por mudanças estruturais no SMS. Um dos principais motivos é o número insuficiente de trabalhadores próprios”, informou a FUP, em nota oficial. Procurada, a Petrobras não se manifestou sobre a chance de manifestação na próxima sexta.

No fim de novembro, um incêndio de 54 minutos paralisou a Repar, no Paraná, uma das maiores refinarias do País. Houve acidentes também nas unidades de Manaus (Reman) e Bahia (Rlam).

De acordo com o diretor de comunicação da FUP, Francisco José de Oliveira, ainda não há um levantamento sobre qual será o nível de adesão à manifestação, mas ele ressaltou que os diversos problemas em refinarias geram insatisfação. “As preocupações com a segurança são de todos os trabalhadores”, disse.

Segundo reportagem do Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, publicada na semana passada, sindicalistas apontaram que falta pessoal para fazer vistorias, substitutos para viabilizar treinamento, represamento em custos e atraso em manutenção, além de operação no limite. Como exemplo, os funcionários da Repar citaram uma unidade de reforma catalítica (HRC) que, projetada para operar a 6 mil m³/dia de derivados, está funcionando a 7,3 mil m³/dia.

As refinarias da Petrobras chegaram a operar com 99% da capacidade, efeito indireto da política de preços imposta à Petrobras por causa do efeito à inflação. Para evitar o prejuízo com importações, a estatal precisa elevar a produção interna. Ao mesmo tempo, para amenizar o prejuízo também da defasagem de preços, a companhia revê custos.

No último domingo, 15, os trabalhadores da Repar entraram em greve em resposta ao impasse nas negociações com a estatal. A previsão era de que, depois do acidente, as operações fossem retomadas no domingo, mas os petroleiros decidiram cruzar os braços por entender que não havia condições de segurança para isso. Em assembleia realizada nesta segunda-feira, 16, o Sindipetro-PR/SC decidiu interromper a paralisação por entender que houve algum avanço nas negociações com a Repar sobre melhorias nas condições de trabalho e de segurança.

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