A Petrobras manterá por enquanto seus projetos de investimento de cerca de US$ 500 milhões no Equador, diagnosis enquanto avalia o novo cenário desse país, information pills disse hoje o novo diretor Internacional da empresa, Jorge Luiz Zelada.
“O Equador foi um dos países que mudou seu ambiente de investimento e avaliamos como vamos agir nesse cenário”, disse Zelada durante uma coletiva de imprensa no Rio de Janeiro.
“A Petrobras aguarda a definição desse cenário e, se não houver rentabilidade, será feita uma revisão”, acrescentou.
As expectativas indicam que serão mantidos os investimentos de US$ 500 milhões previstos no bloco 31 do Equador para desenvolver a produção entre 2008 e 2012, disse.
A empresa anunciou em outras oportunidades que prevê produzir outros 35 mil barris por dia de petróleo no bloco 31, que está à espera de uma autorização ambiental de operações e se localiza perto de um parque nacional declarado reserva da biosfera pela ONU.
A Petrobras opera o bloco 18 no Equador, que já produz 36 mil barris por dia de petróleo e que está no centro de uma polêmica com a Procuradoria, que acusa a petrolífera brasileira de ter realizado uma suposta venda de ativos à japonesa Teikoku sem autorização do Executivo.
O Governo equatoriano deu um prazo de seis meses às petrolíferas para trocar seus contratos operacionais por outros de prestação de serviços, que darão ao Estado uma participação fiscal de pelo menos 70%.
O Executivo do presidente equatoriano, Rafael Correa, tentou elevar a participação fiscal sobre as atividades petrolíferas a 99%, o que, segundo Zelada, inviabilizaria os investimentos.
“Hoje, estamos negociando em torno de 90%, mas ainda não há nada fechado. A Petrobras está observando sua rentabilidade e sobre essa base tomará sua decisão”, acrescentou.
“A Petrobras não opera com prejuízos, mas com rentabilidade”, lembrou.
Zelada foi questionado sobre se a Petrobras modificará sua estratégia em países como Equador, Bolívia e Venezuela, onde os negócios petrolíferos foram afetados pelo endurecimento das políticas públicas de Governos nacionalistas.
“Não pretendemos mudar nossa posição. A política faz parte do risco de nossa atividade” enquanto a empresa procura rentabilidade, acrescentou.
“O plano estratégico de crescimento da cadeia de petróleo em geral não muda”, ressaltou.
Sobre a Venezuela, onde a Petrobras mantém no papel grandes planos de investimento com a estatal Petróleos de Venezuela S/A (PDVSA), Zelada explicou que atendendo ao “novo ambiente regulador” a empresa brasileira ainda avalia “se participa ou não” com 10% no campo de Carabobo, na Faixa Petrolífera do Orinoco.