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Economia

Petrobras negocia compra de refinaria da Valero Energy nos EUA

Arquivo Geral

15/04/2008 0h00

A Petrobras negocia a compra de uma refinaria na ilha caribenha de Aruba, pharm como parte de sua estratégia para aumentar a presença no mercado dos Estados Unidos, sickness disse hoje o novo diretor de Internacional da empresa, Jorge Zelada.

A americana Valero Energy anunciou no início de abril que planeja vender a refinaria de San Nicolas, em Aruba, em meados de 2008, como parte de sua estratégia de se forcar em melhorar as refinarias capazes de refinar o petróleo cru, mais barato. “Existe um estudo para a utilização dessa refinaria de Aruba. A avaliação está sendo feita dentro de nosso plano de aumento de refino no exterior”, disse Zelada durante um encontro com jornalistas.

O presidente da Valero, Bill Klesse, disse em março passado que já havia “uma negociação e um comprador (para a refinaria)”, mas não mencionou cifras.

Hoje Zelada lembrou que no início do ano houve um incêndio em uma das unidades da refinaria de Aruba, que está em fase de reparação.

Ainda em abril a unidade deve estar 100% restaurada, com sua capacidade de operação de 275 mil barris por dia. “Nossa estratégia é aproveitar o excedente de produção que se prevê nos próximos anos (no Brasil) para processar e agregar valor a esse petróleo”, explicou.

Um dos alvos é os EUA, como na Ásia é o Japão, onde a Petrobras acaba de fechar a compra de uma refinaria em Okinawa, por US$ 50 milhões, assinalou.

A refinaria Nansei, em Okinawa, pertencia à americana Exxonmobil. Tem capacidade para processar 100 mil barris por dia (bpd) de petróleo leve e produz derivados de alta qualidade adaptados aos padrões japoneses.

A Petrobras prevê atingir, até 2011, uma capacidade de processamento de 330 mil barris por dia no exterior. A empresa processa hoje 140 mil bpd na Argentina e 50 mil bpd nos EUA.

Em 2007, a Petrobras completou a compra de 50% da refinaria Pasadena Refining System – de 100 mil barris por dia de capacidade – por US$ 370 milhões, aquisição que marcou sua entrada no mercado distribuidor norte-americano. “A Petrobras tem que tentar aumentar sua capacidade de refino para agregar valor a seu petróleo (…) Seria importante investir mais em refino”, disse Zelada.

Dentro do plano de negócios da Petrobras, que prevê investimentos de US$ 112 bilhões, até 2012, um montante de US$ 15 bilhões será destinado à área internacional em “todos os continentes”. Somente em 2008 estão sendo investidos US$ 4 bilhões.

Zelada assinalou que a empresa tem que se diversificar considerando suas expectativas de consolidar-se como uma importante produtora mundial de hidrocarbonetos, dentro de seu próprio território.

Do total de investimentos estrangeiros da Petrobras, 70% está destinado a prospecção e produção e 25% para o refino.

Segundo autoridades brasileiras, o país tem expectativa de se transformar em um dos dez maiores países petrolíferos do mundo, com reservas possíveis de 80 bilhões de barris localizados em bacias em alto mar.


 

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