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Economia

Petrobras investe R$ 2,2 bilhões em monitoramento sísmico submarino no campo de Mero

O projeto, considerado o mais extenso do mundo em águas profundas, visa otimizar a recuperação de petróleo e reduzir a pegada de carbono por meio de tecnologia avançada.

Redação Jornal de Brasília

14/04/2026 18h11

Foto: CenpesNVC / Jonathan Silva dos Santos e Vinicius Nunes/ Petrobras

Foto: CenpesNVC / Jonathan Silva dos Santos e Vinicius Nunes/ Petrobras

A Petrobras e os parceiros do Consórcio de Libra investirão cerca de R$ 2,2 bilhões (equivalente a US$ 450 milhões) no maior projeto mundial de monitoramento sísmico em subsolo marinho. A iniciativa, classificada pela petroleira como o mais extenso do tipo, permitirá a realização de um ‘ultrassom’ das estruturas geológicas e movimentações de fluidos, como óleo, gás e água, nos reservatórios.

O sistema de monitoramento será responsável pelas atividades de produção de petróleo e gás nos FPSOs Guanabara (Mero 1) e Sepetiba (Mero 2), localizados no campo de Mero, na Bacia de Santos. Os primeiros dados serão coletados no segundo trimestre de 2026. De acordo com a Petrobras, o projeto trará uma compreensão aprofundada do comportamento do reservatório e sua dinâmica ao longo do tempo, permitindo um melhor gerenciamento e garantindo a máxima recuperação de petróleo.

O campo de Mero é um dos principais produtores de petróleo no Brasil e está em fase de implantação e expansão da produção. Em janeiro de 2026, a produção ultrapassou os 680 mil barris por dia na média mensal, reforçando sua relevância no cenário nacional. O monitoramento será realizado por meio de uma infraestrutura submarina integrada por uma rede de sensores e instrumentos ópticos, conhecida como Sistema de Monitoramento de Reservatórios Permanente (PRM).

A tecnologia otimizará o gerenciamento dos campos, maximizando a produção de óleo sem aumento relevante de emissões, contribuindo para a redução da pegada de carbono. A primeira fase do projeto, que incluiu a instalação de mais de 460 km de cabos com sensores ópticos cobrindo 222 km², foi concluída em março deste ano. A segunda fase, em andamento, envolve a construção de mais 316 km de cabos sismográficos para cobrir 140 km² das áreas de produção dos FPSOs Duque de Caxias (Mero 3) e Alexandre de Gusmão (Mero 4), com conclusão prevista para o próximo ano.

Os dados coletados do subsolo marinho serão inicialmente processados nos computadores a bordo das plataformas e, futuramente, transmitidos via fibra óptica para a sede da Petrobras. Em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a companhia utilizará inteligência artificial para capturar e analisar as informações continuamente do sistema PRM na área de Mero, contribuindo para a pesquisa científica e a segurança operacional do campo.

O campo de Mero está localizado no Bloco de Libra e é operado pela Petrobras em parceria com a Shell Brasil Petróleo Ltda., Total Energies EP Brasil Ltda., CNPC, CNOOC Petroleum Brasil Ltda. e Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), que atua como gestora do Contrato de Partilha de Produção e representa a União na área adjacente ao campo.

Com informações da Agência Brasil

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