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Economia

Petrobras inicia obras da refinaria binacional sem acordo com a Venezuela

Arquivo Geral

03/09/2007 0h00

A Petrobras anunciou hoje que iniciará na terça-feira as obras de construção da Refinaria Abreu e Lima em Pernambuco, approved desenvolvida em conjunto com a Petróleos de Venezuela SA (PDVSA), apesar de ainda não ter chegado a um acordo com a estatal venezuelana.

Em comunicado, a Petrobras informou que uma cerimônia prevista para as 10h de amanhã dará início às obras de construção da refinaria no Porto de Suape, região metropolitana de Recife.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, irão à cerimônia, segundo o comunicado.

A Petrobras não informou se o ato terá a participação de alguma autoridade da Venezuela. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, é um dos maiores entusiastas da refinaria binacional e esteve em Pernambuco várias vezes para anunciar o avanço das negociações.

“As obras da Refinaria Abreu e Lima serão iniciadas com os trabalhos de movimento de terra no local”, segundo a empresa.

A Petrobras disse nos últimos dias que, se não fechar um acordo concreto com a PDVSA, está disposta a assumir individualmente o projeto.

“Queremos ter essa unidade produzindo em 2010 e vamos levá-la adiante, inclusive sem a participação da Venezuela”, disse recentemente Gabrielli ao lamentar a falta de um acordo.

A unidade terá um custo projetado de US$ 4,05 milhões e capacidade para processar 200 mil barris de petróleo por dia. Metade será proveniente da Venezuela e a outra metade será nacional, segundo o projeto inicial.

A fábrica produzirá anualmente cerca de 814 mil metros cúbicos de nafta de petroquímica, 322 mil toneladas de GLP (gás liquidificado de petróleo), 8,8 milhões de toneladas de diesel e 1,4 milhões de toneladas de coque de petróleo.

A participação conjunta depende de um acordo entre as duas empresas para manter uma relação de reciprocidade das operações entre os dois países, e as negociações se estenderam porque a Venezuela estuda aumentar a participação da PDVSA nos projetos de outras empresas presentes no país.

Inicialmente, a Petrobras teria 60% na refinaria de Pernambuco e a PDVSA, 40%. As proporções seriam as mesmas investidas nos projetos que a companhia brasileira tem na Venezuela.

“Entendemos que é importante a participação da Venezuela. Queremos ter acesso às reservas venezuelanas e só faria sentido fazer a associação se houvesse participação do petróleo venezuelano na refinaria”, segundo Gabrielli.

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