Uma semana depois de anunciar a descoberta de uma grande jazida de petróleo em profundidades até agora não exploradas, viagra 100mg a Petrobras admitiu hoje que enfrenta problemas para aumentar sua produção com novas plataformas marítimas já ancoradas em bacias tradicionais.
De janeiro a setembro de 2007, a produção média de petróleo e Líquido de Gás Natural (LGN) da empresa foi de 1,796 milhão de barris por dia (bpd), um aumento de apenas 33 mil bpd, comparado aos 1,763 milhão de bpd registrados no mesmo período de 2006.
Em relação ao segundo trimestre do ano, a produção ficou estável.
Os números chamaram a atenção dos investidores, já que entre 2006 e os primeiros nove meses do ano a Petrobras pôs em produção novas plataformas e unidades flutuantes com capacidade nominal acrescentada para aumentar sua produção em 440 mil bpd.
O diretor financeiro da companhia, Almir Barbassa, admitiu que a Petrobras tem problemas para pôr estas unidades em plena produção e aproveitar toda a sua capacidade instalada.
“Estamos buscando outras possibilidades para aproveitá-las melhor, faz parte do processo. Alguns poços respondem de uma maneira diferente devido às condições geológicas do reservatório, ainda não temos uma solução”, disse, em conferência por telefone com investidores.
A empresa enfrentou estes problemas ao longo do ano e mantém “capacidade ociosa”, acrescentou.
Barbassa analisou os resultados do terceiro trimestre deste ano, divulgados pela companhia na sexta-feira, que mostram uma queda de 22% em seu lucro líquido.
Dessa capacidade ampliada entre abril de 2006 e janeiro de 2007 com quatro plataformas gigantes, a empresa produziu efetivamente 51 mil bpd em 2006 e 203 mil bpd em 2007, de acordo com Barbassa.
A quantidade efetiva adicional de 2007 mal serviu para compensar interrupções de produção em sistemas já existentes e o desgaste natural das jazidas, cuja produção cai em torno de 10% ao ano.
Inaugurada em janeiro, a plataforma Espadarte, ou FPSO-6, uma unidade flutuante de produção e armazenagem com capacidade para 100 mil bpd, só produziu em média 28 mil bpd nos primeiros nove meses de 2007.
“A Espadarte está abaixo do esperado. Foi colocada de uma forma diferente da prevista neste reservatório. Estamos buscando outros poços para ligar esta capacidade adicional”, ressaltou o diretor financeiro da Petrobras.
Já a P-34 (Jubarte), que vai completar um ano ancorada e tem capacidade de 60 mil bpd, produziu somente 40 mil bpd.
A P-50 (Albacora Leste), que poderia extrair até 180 mil bpd, só gerou, em média, 148 mil bpd este ano.
A plataforma foi inaugurada em abril de 2006 em meio a uma grande campanha publicitária na qual a Petrobras e o Governo de Luiz Inácio Lula da Silva previam a “auto-suficiência do Brasil em petróleo” a partir de junho de 2006.
No total, a P-50 custou US$ 2 bilhões, e a hispano-argentina Repsol YPF tem uma participação de 10% no projeto.
A produção adicional que a Petrobras somará entre 2006 e 2008 é de pelo menos 1,1 milhão de bpd, mas até 2008 a empresa prevê alcançar uma produção real de apenas 2 milhões de bpd, 200 mil bpd acima do previsto até o final do ano.
Até o final de 2007, a Petrobras pretende ampliar sua capacidade instalada em 460 mil bpd, com outras três novas plataformas.
Barbassa reiterou que este volume começará a ser produzido pouco a pouco e estará contribuindo plenamente em 2009.
Entre novembro e dezembro começarão a ser instaladas as unidades Golfinho 2, com capacidade para 100 mil bpd, e os Módulo 2 e 1A do campo marítimo de Roncador, cada um com capacidade para produzir 180 mil bpd.