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Economia

Petrobras e Braskem assinam acordo de investimentos

Arquivo Geral

30/11/2007 0h00


A Petrobras e a petroquímica Braskem assinaram nesta sexta-feira um acordo de investimentos que “consolida o maior grupo petroquímico brasileiro”, approved segundo o anúncio enviado aos mercados financeiros.

Com este negócio, a Petrobras transfere as ações que tem em cinco empresas petroquímicas no país à Braskem. Em troca, aumentará sua participação acionária no capital total da petroquímica, de 6,8% para 25%.

Em comunicado conjunto, a Petrobras disse que o “acordo de investimento e de integração” dos ativos de sua filial petroquímica Petroquisa foi realizado hoje, após ser aprovado pelos conselhos de administração das empresas.

“É fundamental consolidar o setor petroquímico com capacidade competitiva para participar ativamente no mercado global”, afirma o comunicado.

A Braskem é a principal petroquímica da América Latina, e tem como acionista majoritária a Odebrecht. Parte de suas ações é cotada nas bolsas de São Paulo, Nova York e Madri (Latibex). O acordo “de investimentos e de integração dos ativos” da Petroquisa com a Braskem procura ampliar a competitividade de toda a cadeia produtiva petroquímica.

Este modelo possibilita economias de escala e redução de custos. “A Braskem dá um passo determinante na consolidação do setor petroquímico brasileiro e acelera seu projeto estratégico de estar entre as dez maiores petroquímicas globais”, acrescentou a Petrobras.

A empresa continua com a estratégia de reorganizar e fortalecer o setor petroquímico, iniciada com a aquisição do grupo Ipiranga, no início do ano. Agora a Petrobras se transforma em “sócia minoritária com poder de voto” da Braskem, e terá maior participação no processo de tomada de decisões e de gestão.

Após a conclusão da operação, o controle da Petrobras e da Petroquisa no capital com direito a voto da Braskem passará de 8,1% para 30%. Em relação ao capital total, o aumento foi de 6,8% para 25%.

Petrobras e Petroquisa fornecerão a Braskem seus ativos nas empresas Companhia Petroquímica do Sul (Copesul), Ipiranga Petroquímica, Ipiranga Química e Petroquímica Paulínia. Além disso, a Petroquisa fornecerá até 100% do capital com direito a voto e total da Petroquímica Triunfo.

“A Braskem passará a controlar 100% do capital votante e total dessas empresas”, afirma o comunicado. A Petrobras receberá ações ordinárias e preferenciais classe A da empresa. O presidente da Braskem, José Carlos Grubisich, afirmou que este processo coloca a empresa como um concorrente de destaque na petroquímica global.

“O acordo também dará forte capacidade de geração para acelerar seus projetos de crescimento e internacionalização”, afirma Grubisich.

O negócio será concluído em seis meses com a emissão de 103,4 milhões de ações da Braskem, que aumentará seu capital social. O grupo Odebrecht permanecerá com 60,3% do capital com direito a voto. As ações da Braskem dispararam hoje na Bolsa de São Paulo, e até o início da tarde tinham alta de 12%, para R$ 16,50.

Caso essa referência seja considerada, a emissão de novas ações da Braskem teria um valor total de quase US$ 930 milhões.

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