Um painel desenvolvido pelo Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), detalha a taxa de saída dos primeiros beneficiários do Programa Bolsa Família (PBF) do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). O instrumento, composto por cinco mapas, analisa os dados por estados, municípios e microrregiões.
O painel baseia-se no relatório ‘Mobilidade Social da Primeira Geração de Beneficiários do Bolsa Família: Trajetórias e Dinâmicas na Pandemia’, que acompanha a trajetória de 11,6 milhões de crianças e adolescentes dependentes do PBF em 2005, agora adultos durante a pandemia de Covid-19.
De acordo com o estudo, a região Sul registra a maior taxa de saída do CadÚnico, de 73,8%, seguida pelo Centro-Oeste (72,2%), Sudeste (70,1%), Norte (60,8%) e Nordeste (57,6%). Em 2005, a maioria dos beneficiários concentrava-se no Nordeste (45,5%), seguido pelo Sudeste (28,3%), Sul (11,8%), Norte (9,3%) e Centro-Oeste (5,1%).
A pesquisa confirma a abrangência nacional do Bolsa Família, com presença em regiões remotas como o Semiárido e a Amazônia Legal, e evidencia desigualdades regionais na permanência e reconexão ao cadastro.