O governo chinês advertiu, neste sábado (2), que não acatará as sanções impostas pelos Estados Unidos contra cinco empresas do país acusadas de comprar petróleo do Irã, de onde o gigante asiático importa grande parte de seu petróleo bruto.
Nos últimos meses, com o objetivo de privar o Irã de suas receitas, Washington reforçou as sanções contra refinarias chinesas que se abastecem de petróleo da república islâmica a preço reduzido.
Em um comunicado, o Ministério do Comércio da China afirmou que essas medidas não devem “ser reconhecidas, aplicadas, nem respeitadas”.
Segundo o ministério, as sanções “proíbem ou restringem indevidamente as atividades econômicas, comerciais e conexas normais das empresas chinesas com terceiros países (…) e violam o direito internacional e as normas fundamentais que regem as relações internacionais”.
“O governo chinês sempre se opôs a sanções unilaterais sem autorização da ONU e sem base no direito internacional”, acrescentou a instituição.
A medida se aplica a três empresas da província de Shandong – Shandong Jincheng Petrochemical Group, Shandong Shouguang Luqing Petrochemical e Shandong Shengxing Chemical – e a outras duas sediadas em outras partes da China: Hengli Petrochemical (Dalian) Refinery e Hebei Xinhai Chemical Group.
Na sexta-feira (1º), Washington impôs sanções a outra empresa chinesa, que acusa de ter importado “dezenas de milhões de barris” de petróleo bruto iraniano, gerando à república islâmica receitas de bilhões de dólares.
O Ministério do Comércio não mencionou em sua medida essa empresa, a Qingdao Haiye Oil Terminal Co.
Agence France-Presse