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Economia

Pequim vai ignorar sanções dos EUA contra grupos da China acusados de comprar petróleo do Irã

“O governo chinês sempre se opôs a sanções unilaterais sem autorização da ONU e sem base no direito internacional”, disse o Ministério do Comércio da China

Redação Jornal de Brasília

02/05/2026 12h49

Foto: Greg Baker/AFP

Foto: Greg Baker/AFP

O governo chinês advertiu, neste sábado (2), que não acatará as sanções impostas pelos Estados Unidos contra cinco empresas do país acusadas de comprar petróleo do Irã, de onde o gigante asiático importa grande parte de seu petróleo bruto.

Nos últimos meses, com o objetivo de privar o Irã de suas receitas, Washington reforçou as sanções contra refinarias chinesas que se abastecem de petróleo da república islâmica a preço reduzido.

Em um comunicado, o Ministério do Comércio da China afirmou que essas medidas não devem “ser reconhecidas, aplicadas, nem respeitadas”.

Segundo o ministério, as sanções “proíbem ou restringem indevidamente as atividades econômicas, comerciais e conexas normais das empresas chinesas com terceiros países (…) e violam o direito internacional e as normas fundamentais que regem as relações internacionais”.

“O governo chinês sempre se opôs a sanções unilaterais sem autorização da ONU e sem base no direito internacional”, acrescentou a instituição.

A medida se aplica a três empresas da província de Shandong – Shandong Jincheng Petrochemical Group, Shandong Shouguang Luqing Petrochemical e Shandong Shengxing Chemical – e a outras duas sediadas em outras partes da China: Hengli Petrochemical (Dalian) Refinery e Hebei Xinhai Chemical Group.

Na sexta-feira (1º), Washington impôs sanções a outra empresa chinesa, que acusa de ter importado “dezenas de milhões de barris” de petróleo bruto iraniano, gerando à república islâmica receitas de bilhões de dólares.

O Ministério do Comércio não mencionou em sua medida essa empresa, a Qingdao Haiye Oil Terminal Co.

Agence France-Presse

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