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Economia

Pela primeira vez FMI reconhece importância da participação de emergentes nas decisões, diz ministro

Arquivo Geral

22/10/2007 0h00

O ministro da Fazenda, rx Guido Mantega, healing fez um balanço positivo da reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. Nesse domingo (21), ele se encontrou com o novo presidente do fundo, o francês Dominique Strauss-Khan, que assume o cargo com a missão de dar continuidade ao processo de reforma na instituição.

De acordo com o Mantega, pela primeira vez foi reconhecido no papel que os países emergentes precisam participar mais das decisões do fundo. O PIB (Produto Interno Bruto, a economia de cada país) passa a ter um peso maior na fórmula que estabelece a participação com voto. A nova fórmula ainda não foi totalmente definida. O cálculo deve ser concluído até a reunião de primavera do fundo, em abril do ano que vem, informou o ministro.

“Nós avançamos, houve resultados positivos em relação às reuniões anteriores. Não foi o que queríamos, é sempre difícil obter o máximo, o ideal, mas nós conseguimos avançar em questões fundamentais”, afirmou o ministro. E brincou: “O dinossauro se moveu.”

Guido Mantega também disse que o Brasil quer fazer parte do G-7, grupo formado pelos sete países mais industrializados do mundo, e pretende levar essa mensagem hoje (22) à reunião que terá com o secretário norte-americano do Tesouro, Henri Paulson.

Segundo Mantega, hoje os países emergentes contribuem mais para o equilíbrio das finanças mundiais que os países já desenvolvidos.

“Com esse papel importante no cenário mundial de ajudar a encontrar um equilíbrio, nós deveríamos participar em pé de igualdade nas reuniões do G7.

Sobre a criação do fundo soberano, ainda em fase de elaboração, Mantega esclareceu que ele está sendo pensado junto com o Banco Central.

“O Brasil acumula reservas consideráveis, ultrapassamos U$160 bilhões de dólares e nós consideramos oportuno usar uma pequena parcela das novas reservas para outras finalidades, como ajudar na internacionalizaçåo das empresas brasileiras”.

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