O aumento de 8,18% na passagem aérea puxou o ranking de principais pressões sobre a inflação no varejo medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) em dezembro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV).
Houve pressões também dos avanços no plano de saúde (0,44%), refeições em bares e restaurantes (0,59%), aluguel residencial (0,48%) e tarifa de táxi (7,99%). Na direção oposta, figuraram entre os principais alívios o perfume (-3,82%), leite longa vida (-4,80%), eletricidade residencial (-0,40%), seguro para veículo (-1,82%) e tomate (-5,77%).
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI) teve alta de 0,28% em dezembro, ante uma elevação também de 0,28% em novembro.
Três das oito classes de despesa registraram taxas de variação mais elevadas: Transportes (de -0,03% em novembro para 0,38% em dezembro), Alimentação (de -0,03% para 0,13%) e Vestuário (de -0,87% para 0,27%).
Por outro lado, as taxas foram mais baixas nos grupos Educação, Leitura e Recreação (de 2,15% para 1,17%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,33% para 0,07%), Habitação (de 0,30% para 0,20%), Despesas Diversas (de 0,22% para 0,08%) e Comunicação (de 0,11% para 0,02%).
O núcleo do IPC-DI teve alta de 0,33% em dezembro, após um aumento de 0,31% em novembro. Dos 85 itens componentes do IPC, 41 foram excluídos do cálculo do núcleo. O índice de difusão, que mede a proporção de itens com aumentos de preços, passou de 52,26% em novembro para 61,29% em dezembro.
Estadão Conteúdo.