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Economia

Paraguai diz que Brasil viola livre circulação de bens paraguaios

Arquivo Geral

20/06/2008 0h00

 O Paraguai insistirá na Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, pilule que será realizada em 1º de julho na Argentina, na necessidade de que outros membros do bloco respeitem a livre circulação de mercadorias paraguaias, disse hoje o ministro das Relações Exteriores paraguaio, Rubén Ramírez.

“Preocupa-nos bastante a falta do cumprimento do artigo primeiro do Tratado de Assunção”, disse Ramírez, ao reiterar que a cláusula, que garante a livre circulação de pessoas e bens, é freqüentemente violada no Brasil e na Argentina.

Nesse sentido, sustentou que o conflito do Governo argentino com os produtores agropecuários causou perdas ao setor exportador e importador paraguaio, que recebe ou envia produtos através de estradas da nação vizinha para o Chile ou o Rio da Prata.

Pela Argentina, Paraguai exporta importantes quantidades de carne bovina refrigerada ao mercado chileno, um dos principais destinos do produto, que representa a segunda fonte de receita de divisas à economia nacional.

Ramírez lembrou que a recente greve de funcionários da Receita Federal impediu “que os produtos cheguem a países de ultramar ou que nossos importadores tenham acesso a maquinarias, tecnologias e produtos de consumo”.

Ele acrescentou que os bloqueios viários registrados na Bolívia, estado associado do Mercosul da mesma forma que o resto dos países sul-americanos, também acarretaram prejuízos ao tráfego de pessoa e bens.

“Por isso, estamos permanentemente encorajando a negociação de um capítulo, que na Organização Mundial do Comércio (OMC) se denomina facilitação do comércio, para que os países sem litoral marítimo tenham uma atenção especial e específica”, ressaltou Ramírez.

Fontes do Ministério de Exteriores paraguaios disseram à Agência Efe que Ramírez colocará formalmente a implementação desse mecanismo em favor do Paraguai ao considerar que a falta de litoral ao país gera um custo adicional de transporte de 20%.

O ministro afirmou ainda seu país apresentará formalmente uma proposta que contemple a inquietação dos países do Mercosul com a aprovação, no Parlamento Europeu (PE), da norma de retorno de imigrantes ilegais a seus países de origem.

A cúpula semestral do Mercosul será realizada em de Tucumán, na Argentina, e será precedida por uma reunião de chanceleres em 30 de junho.


 

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