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Para PSDB, governo tem de fazer economia reagir em seis meses

Por Agência Estado 21/09/2016 10h15

A cúpula do PSDB vai defender que o governo Temer acelere a aprovação das reformas estruturais para tentar garantir uma reversão da crise econômica. O diagnóstico de tucanos é que o Planalto tem até o primeiro trimestre do próximo ano para que País reaja e volte a criar postos de trabalho – atualmente são quase 12 milhões de desempregados. Passado este prazo, há receio de retorno dos protestos de rua Brasil afora.<p><p>"Em março, tem de ter um indicativo firme da queda do desemprego. O que tem de ser feito, tem de ser feito o quanto antes", afirmou o senador José Aníbal (PSDB-SP), presidente do Instituto Teotônio Vilela, centro de estudos e formulação teórica da legenda. "Se não tiver, a convulsão espontânea vai voltar", completou Aníbal, um dos tucanos mais próximos a Temer. <p><p>O ex-governador de São Paulo Alberto Goldman, um dos vice-presidentes do PSDB, tem opinião semelhante. "Não tenho nenhuma visão catastrófica de curto prazo. No entanto, o quadro nacional muito é grave. É fundamental que no médio prazo as reformas sejam efetivadas o mais rápido possível", alertou o ex-governador.<p><p>Tucanos defendem que ao menos até o final do ano o governo consiga aprovar no Congresso a PEC que institui um limite para o aumento de gastos públicos. Depois, as reformas previdenciária e trabalhista, de preferência até o carnaval de 2017. <p><p>O governo tem dito que a prioridade é aprovar a PEC do Teto este ano, mas a reforma da Previdência poderia ficar para o segundo semestre de 2017. Por sua vez, a reforma das relações de trabalho, alvo de críticas por discutir eventuais mudanças na forma de contabilização da jornada de trabalho, ainda não tem prazo para ser enviada.<p><p>Integrantes da cúpula do PSDB esperam o retorno de Michel Temer da viagem à Organização das Nações Unidas, em Nova York, para discutir com ele uma nova estratégia para o avanço das reformas. A avaliação é que a Câmara, onde tramita a PEC do Teto e por onde as demais reformas começarão a ser analisadas, ainda não percebeu a gravidade da situação e que precisa acelerar a votação das propostas.<p><p>O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), também tem defendido um empenho maior do governo nas reformas. Se elas não avançarem, tem dito ele reservadamente, o partido naturalmente poderá se afastar do governo.<p><p><b>FHC</b><p>O governo tem se preocupado com os rumos da economia. Na semana passada, conforme relatos, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, reuniu-se, em São Paulo, com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para discutir saídas com o líder tucano que possam tirar o País da crise. <p><p>O próprio Temer ficou de conversar pessoalmente com FHC na casa dele duas semanas atrás, mas um contratempo impediu o encontro dos dois, que deve ocorrer em breve. <br /><br /><b>Fonte: </b>Estadao Conteudo








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