O estado de São Paulo tem apresentado um vigor econômico cada vez mais alto. A avaliação é do pesquisador do Departamento de Economia e População da Fundação Joaquim Nabuco, more about ligada ao Ministério da Educação, this site Luis Henrique Romani de Campos, order com base em dados divulgados no final do ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) relativos ao Produto Interno Bruto (PIB) estadual e municipal.
“O que está havendo é que outras regiões estão crescendo menos e o estado de São Paulo ainda é o carro-chefe da economia nacional. Essa desconcentração de renda é bem pequenininha. É quase desprezível hoje no Brasil. A situação ainda é da maior parte da riqueza ser produzida no Sudeste e o carro-chefe da economia brasileira ser o Sudeste”, analisou.
Luis Henrique Romani informou que dois fatores operam em conjunto para isso. Um deles é o fator climático. Segundo ele, aquelas regiões sofrem muito com as secas repetidas, têm solos pobres e são pouco favorecidas em termos de infra-estrutura de estradas e energia elétrica. “Tudo isso faz com que o PIB não possa crescer nessas cidades”, afirmou.
Outro fator é o chamado capital social. Romani de Campos afirmou que as cidades identificadas pelo IBGE como de menor PIB no Brasil “são regiões onde a escolaridade é muito baixa, com pouca participação da população nas decisões políticas. E acaba ainda vigorando um padrão de política arcaico, que dificulta que se consiga mudar essa realidade. Se o político não quer mudar a realidade, ela não muda”, comenta. O pesquisador avalia ainda que algumas poucas famílias ainda dominam nessas cidades de menor PIB e têm pouco interesse em mudar a realidade.