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Economia

Pandemia antecipa 4ª revolução industrial e Brasil corre atrás de outros países

Entre os aprimoramentos estruturais mais essenciais, destacam-se a implantação de tecnologias como o 5G e a inteligência artificial

Redação Jornal de Brasília

10/02/2021 7h59

Como resposta aos impactos econômicos da pandemia, vários países estão investindo em ciência, tecnologia e inovação. Além disso, as autoridades governamentais estão assumindo compromissos rigorosos com a sustentabilidade ambiental. Para não ficar atrás nesse novo processo, o Brasil deve criar mecanismos que impeçam o agravamento de sua situação econômica, visto que a pandemia não é a única causa da retração. A projeção é de que a queda do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2020 seja superior a 4%.

Entre os efeitos econômicos globais da pandemia, vale ressaltar que a China registrou o menor crescimento do PIB em mais de quatro décadas, de apenas 2,3%. Em escala nacional, há diversos problemas estruturais que impedem o Brasil de competir em pé de igualdade com outros países.

De acordo com um estudo do Portulans Institute – think-tank com sede nos EUA, elaborado em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Brasil investe 50% menos em inovação que a média dos 47 países avaliados. Consequentemente, está em patamar inferior (44.ª colocação) na comparação internacional.

Entre os aprimoramentos estruturais mais essenciais, destacam-se a implantação de tecnologias como o 5G e a inteligência artificial. Por meio desses novos aparatos, diversas empresas ingressam no já que está sendo chamado de 4.ª revolução industrial.

O investimento governamental e o incentivo fiscal no setor privado, que promove atividades de maior conteúdo tecnológico, tem sido uma das marcas desse novo processo. Vale ressaltar a importância de investir na capacitação e qualificação de recursos humanos, sobretudo para atuar em áreas intensivas em conhecimento.

Para isso, é necessário melhorar a qualidade do ensino, desde a educação primária, a fim de preparar os jovens para carreiras científicas e tecnológicas e para a liderança de processos de inovação.

De acordo com o estudo da Portulans Institute, a estimativa é de que, caso medidas não sejam tomadas, o Brasil perderá a capacidade de inovar e reduzirá ainda mais seu potencial de competição global.

Diante da urgência em investimentos, o veto do governo ao projeto que determina a proibição de contingenciamentos dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), aprovado pelo Congresso Nacional, é um obstáculo a mais para que o País navegue na mesma direção que seus concorrentes.

A medida deve provocar o contingenciamento de 50% dos R$ 7 bilhões previstos no orçamento do Fundo para 2021. Em comparação com países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que investem 2% do PIB em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), o Brasil investe cerca de 1%.

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