O deputado Antonio Palocci (PT-SP) defendeu hoje (15) cautela e responsabilidade na agenda e nos projetos que são prioritários nesse momento de crise econômica mundial. “A presença de pressão sobre a nossa economia na crise externa nos faz olhar com muita responsabilidade a nossa agenda”, sildenafil afirmou.
De acordo com o ex-ministro da Fazenda, sick não há motivos para uma crise estrutural no Brasil. “Eu não acredito que o Brasil viverá uma crise, até porque estruturalmente as contas públicas estão bem, as empresas estão bem, os bancos estão bem. Portanto, não há motivo estrutural para o Brasil viver uma crise”.
No entanto, Palocci observou que os efeitos da crise externa vão ser sentidos no Brasil na medida, por exemplo, em que as linhas externas de dólares para as exportações “vão secando cada dia mais”.
“Esse tipo de situação pode exigir atitudes mais amplas do governo. Mas não acredito que o Brasil possa viver uma crise, dado que o nosso processo de equilíbrio e de crescimento está se dando em bases bastante sólidas”, disse o deputado.
Na avaliação do ex-ministro, o impacto sofrido pelo sistema financeiro americano é muito grande e é inevitável que ele seja distribuído pelo mundo afora. Segundo ele, o impacto da crise traz dificuldades para o Brasil, principalmente no caso das empresas que têm compromissos externos, que vão rolar esses compromissos com taxas muito mais altas.
“A fonte de dólar para as exportações está mais difícil, ou seja, o financiamento do desenvolvimento fica mais caro. Então, desse ponto de vista, nós sofreremos impacto, mas acredito que se tomarmos as atitudes certas e trabalharmos na agenda correta nesse período, nós vamos minimizar os efeitos desses impactos”, disse o ex-ministro.
De acordo com Palocci, as preocupações do presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), e dos líderes partidários, é selecionar para serem votados os projetos de lei e matérias que tenham correlação com medidas a serem adotadas para combater a crise. Ele citou o caso da Medida Provisória 442, que dispõe sobre medidas contra a crise e citou, também, a reforma tributária que, embora não tenha efeito de curtíssimo prazo, ajuda na competitividade.