Menu
Economia

Países do Mercosul assinam 2 novos acordos após incidente com Brasil

Arquivo Geral

28/09/2011 15h48

Os países do Mercosul assinaram nesta quarta-feira (28) dois novos acordos comerciais como demonstração de seu interesse de integração, logo após o incidente surgido pela imposição de impedimentos tarifários do Brasil ao setor automotivo.

Participaram da cerimônia de assinatura na sede da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi), em Montevidéu os representantes da Argentina, Guillermo Raimondi; do Brasil, Otavio Brandelli; do Paraguai, Alejandro Hamed, e do Uruguai, Gonzalo Rodríguez Gigena.

No encontro, com direito a discurso do secretário-geral da Aladi, Carlos “Chacho” Álvarez, foram assinados dois Protocolos Adicionais ao Acordo de Complementação Econômica Nº 18 do Mercosul.

Um primeiro sobre o regime de origem dos produtos, que “garante que os países possam fazer circular seus bens sem tarifas entre os quatro países”, e outro de “harmonização dos regimes especiais de importação”, indicou Rodríguez Gigena à Agência Efe.

Raimondi declarou que “estes instrumentos são importantes na construção e aperfeiçoamento da união aduaneira, uma tarefa permanente” do processo de integração, “que tem suas dificuldades, seus problemas, seus atrasos”.

Brandelli destacou “o papel da Aladi na formalização de compromissos internacionais na região”, como “escudo de proteção no âmbito da Organização Mundial do Comércio”.

A assinatura dos acordos se faz justo após o Brasil se comprometer a estudar uma possível isenção a uma recente alta de impostos aos automóveis importados vindos do Uruguai, um compromisso que segundo o presidente do Uruguai, José Mujica, Brasília já assumiu.

Há duas semanas, o Governo brasileiro anunciou alta de 30% dos impostos aplicados aos veículos importados de fora do Mercosul e aos procedentes deste bloco comercial que não cumprirem uma série de requisitos.

A decisão gerou inquietação no setor automotivo uruguaio, que a cada ano exporta ao país vizinho 15 mil veículos no valor global de US$ 150 milhões e gera emprego direto a 1 mil pessoas. Além disso, Mujica classificou o anúncio de Brasília de “injusto” e de “erro político contra a integração”.

Por isso, Álvarez ressaltou nesta quarta-feira a importância da assinatura dos dois novos acordos “para mostrar que o Mercosul continua avançando e fazendo acordos importantes para melhorar o comércio na região”.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado