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Economia

Ouro e prata batem recorde após investigação do Federal Reserve dos EUA

Anúncio do Departamento de Justiça e pressão de Trump sobre política monetária impulsionam busca por ativos considerados seguros

Redação Jornal de Brasília

12/01/2026 16h54

ouro e prata

Foto: Reprodução

O ouro e a prata atingiram recordes históricos nesta segunda-feira (12), após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciar uma investigação sobre o Federal Reserve, aumentando os temores de perda de autonomia do banco central.

O presidente do Fed, Jerome Powell, confirmou no domingo que pode enfrentar acusações criminais como parte da campanha de pressão do presidente Donald Trump sobre as decisões de política monetária.

O ouro chegou a US$ 4.600 (R$ 24.702 na cotação atual) a onça e a prata a US$ 85 (R$ 456), ambos preços recordes, com investidores buscando ativos seguros em meio à incerteza política nos Estados Unidos.

“A ameaça de acusações criminais é uma consequência do Federal Reserve definir as taxas de juros com base em nossa melhor avaliação do que será melhor para o público, em vez de seguir as preferências do presidente”, disse Powell em um comunicado.

O Fed afirmou que pretende manter as taxas de juros inalteradas em sua reunião no final de janeiro, enquanto Trump pressiona por um corte, mesmo com a inflação nos EUA permanecendo acima da meta de 2%.

Powell indicou que o Fed recebeu intimações do grande júri como parte de uma investigação sobre supostas irregularidades na reforma dos prédios da instituição em Washington.

Trump afirmou que as reformas excederam os custos projetados, o que Powell nega.

“As intimações representam uma clara violação da antiga fronteira entre política e política monetária, uma linha que os mercados consideravam intocável”, disse Stephen Innes, da SPI Asset Management, à AFP.

“Os investidores estão menos preocupados com a probabilidade de indiciamentos do que com o risco de que a pressão política tenha se infiltrado no processo de tomada de decisões do Fed”, acrescentou Innes.

AFP

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