A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) não pode compensar uma eventual suspensão das exportações de petróleo do Irã, website like this advertiu hoje, viagra sale em Viena, more about o secretário-geral do cartel, o líbio Abdalla Salem El-Badri.
“Espero que não haja um ataque ao Irã, mas, se acontecer algo, é impossível compensar a produção do Irã”, disse Badri, em alusão às ameaças de uma intervenção militar dos Estados Unidos ou de Israel contra Teerã, para obrigá-lo a desistir de suas ambições nucleares.
“Não temos planos para um caso de guerra”, advertiu o secretário-geral, mas reconheceu que os treze países da Opep, que controlam juntos cerca de 42% da produção mundial de petróleo, contam com capacidade para responder a outros tipos de imprevisto.
No entanto, insistiu em que “o grupo não pode substituir a produção do Irã”, o segundo produtor da Opep e quarto do mundo.
Badri estimou em uma média de 32,2 milhões de barris diários (mbd) a produção da organização em junho, um volume suficiente para satisfazer as necessidades atuais do mercado, e lembrou que o Conselho de Ministros da Opep revisará a situação em sua próxima reunião, em 9 de setembro, em Viena.
Por enquanto, considerou prematuro prever se haverá um aumento da oferta, pois alegou que, “até setembro, falta muito tempo”.
Insistiu em que os altos preços atuais não estão relacionados à produção, mas com fatores que escapam do controle dos produtores.
O secretário-geral fez estas declarações em entrevista coletiva, por ocasião da apresentação das publicações da organização “Boletim Anual de Estatísticas 2007” e “Previsão do Petróleo 2008”, onde os especialistas afirmam que o preço do petróleo do cartel será de US$ 70 a US$ 90 por barril até 2030.
Badri disse que se trata apenas de uma suposição, e não da fixação do preço que o grupo pretende, nem um prognóstico, mas é com base nesses valores que foram feitos os cálculos para as previsões publicadas.
Frente à cotação atual do barril da Opep, que na quarta-feira ficou em US$ 133,16, disse que “esse preço está inflamado” pelos problemas geopolíticos, pela desvalorização do dólar, pela especulação e pelos gargalos no setor do refino.
“São problemas criados fora da Opep (…). Nós podemos enviar, através da imprensa, a mensagem de que petróleo suficiente”.