< !--StartFragment -- >A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) manteve hoje sua previsão de alta da demanda mundial de petróleo em 2008 de 1, this site 4% em relação a 2007, dosage até uma média de 86,97 milhões de barris diários (mbd), diz o relatório publicado hoje pelo Secretariado da entidade em Viena.
O Relatório Mensal sobre o Mercado de Petróleo revela que o grupo de 13 países reduziu seu bombeamento em março em 141 mil barris diários e insiste que a fornecimento atual da commodity é suficiente e não está relacionado ao aumento dos preços deste produto.
“No último mês os preços do petróleo exibiram uma volatilidade excepcional”, calculada em 2,7%, o nível mais alto nos últimos três anos, adverte a Opep.
“Esta alta volatilidade indica que os preços do petróleo foram vulneráveis a uma série de desenvolvimentos a curto prazo”, ao qual se acrescentam as turbulências nos mercados financeiros, a desvalorização do dólar e as previsões sobre uma piora da economia dos Estados Unidos.
Em março, o barril do petróleo da Opep foi vendido a uma média de US$ 99,03, 9% a mais que a média do mês anterior, enquanto na segunda-feira bateu o recorde de US$ 104,02, em uma escalada paralela à do Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve), de referência nos EUA, que no mesmo dia fechou em US$ 111,76 o barril.
Hoje, o petróleo do tipo Brent, de referência na Europa, voltou a alcançar valores máximos ao ser cotado em US$ 110,76.
“A demanda mundial deverá crescer 1,2 mbd (1,4%)”, praticamente sem mudanças em relação às previsões do último mês, afirmam os analistas.
Apesar de ter revisado para baixo o consumo de petróleo nos países industrializados, por causa da crise econômica vivida pelos EUA, a Opep espera que isto seja compensado por um forte crescimento da demanda na China, na Índia, no Oriente Médio e na América Latina.
Quanto à provisão, o grupo reduziu as previsões de volume de petróleo de seus concorrentes e os calculou em 50,28 mbd, 80 mil bd menos do que o calculado em março.
A Opep prevê em conseqüência que seus países-membros deverão fornecer os barris restantes, ou seja, uma média anual de 31,75 mbd, após descontar quase 5 mbd de petróleos não convencionais e GNL (gás natural liquefeito).
Em sua última reunião, de 5 de março em Viena, o Conselho de Ministros da Opep decidiu manter sua cota conjunta de produção, fixada em 29,67 mbd, e que exclui a extração iraquiana, apesar de os 12 países que participam desta cota terem produzido um pouco menos em março.
No entanto, destaca que durante o atual trimestre, como é habitual para a época do ano, a demanda mundial cairá cerca de 1,4 mbd, por isto também será reduzida para 31 mbd a quantidade de petróleo exigida mundialmente junto à Opep.
“Apesar das várias incertezas que atingem a demanda de petróleo da Opep no segundo trimestre, a produção atual do cartel, de mais de 32 mbd, será suficiente para satisfazer o crescimento da demanda e contribuir para aumentar os estoques (reservas armazenadas)”, destaca o relatório.
A entidade afirma que a capacidade excedente de extração do grupo “se manterá bem acima dos 10%, fornecendo um colchão amortecedor adequado para aliviar as preocupações dos mercados sobre possíveis cortes de abastecimento”.