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Economia

Opep: consumo de petróleo na América Latina será impulsionado pelo Brasil

Arquivo Geral

14/12/2007 0h00

O consumo de petróleo na América Latina crescerá bastante em 2008 e será impulsionado pelo aumento da demanda por petróleo do Brasil, pills com um total de 5, medicine 5 milhões de barris diários, 100 mil a mais que em 2007, informou a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

De Paris e Viena, o cartel e a Agência Internacional da Energia (AIE) divulgaram hoje seus relatórios mensais sobre o mercado de petróleo, que contêm suas previsões de demanda e oferta para 2008.

A Agência elevou de 2,3% para 2,5% sua previsão de aumento do consumo mundial de petróleo para 2008, enquanto a Opep manteve esta demanda em 1,5%.

Em seu relatório mensal emitido em Paris, a AIE elevou em 115 mil barris diários sua previsão de consumo mundial de petróleo, chegando a 87,8 milhões de barris, um aumento de 2,5% em relação a 2007 causado principalmente pelo crescimento do consumo nos países emergentes da região Ásia-Pacífico e do Oriente Médio.

A Agência ressalta que persiste no mercado a preocupação com a disponibilidade de petróleo e que o aumento de suas previsões para 2008 está relacionado à constatação da alta da demanda de etanol e de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) no Oriente Médio, em particular na Arábia Saudita.

Em seu relatório mensal, a Opep considera que, apesar do recente encarecimento dos preços do petróleo, o crescimento da demanda petrolífera mundial será mantido em 1,5% em 2008, com consumo total estimado em 87,1 milhões de barris diários (700 mil a menos que o calculado pela AIE).

Os analistas do cartel confirmam assim a previsão de novembro, de uma alta na demanda média de 1,3 milhão de barris/dia, apesar do aumento dos preços, que se encontram novamente acima dos US$ 90 e próximo a recordes históricos alcançados há um mês.

Quanto aos preços, o relatório indica que no mês passado a cesta Opep, formada por 12 tipos de petróleo, ficou cotada em uma média de US$ 88,99, valor 12% maior que em outubro.

A organização atribui essa alta à crescente fraqueza do dólar, o que gerou maior especulação no mercado. O cartel alega também que houve cortes em algumas refinarias e interrupções da produção provocadas pelo mau tempo em algumas regiões petrolíferas.

A AIE reduziu suas expectativas de consumo na Europa devido à baixa demanda de combustíveis e de derivados do petróleo para calefações. Segundo a Agência, o consumo destes produtos ficará em 16,3 milhões de barris diários em 2008, frente aos 16,6 milhões de 2007.

Em 2008, o transporte e os combustíveis industriais serão os principais responsáveis pela alta da demanda, que em maior parte procederá de países não industrializados e emergentes, segundo os analistas da Opep.

A demanda de petróleo do cartel diminuirá no próximo ano em 300 mil barris diários, chegando a 31,4 milhões de barris diários, embora os analistas destaquem que, devido a vários fatores de incerteza, a produção poderia variar entre 31,2 milhões de barris diários e 33,3 milhões de barris diários.

Para 2007, a organização estima que o crescimento da demanda ficará em 1,4%, ou seja, cerca de 1,2 milhão de barris diários a mais que no ano anterior, com um total médio diário de 85,7 milhões de barris.

A demanda no primeiro trimestre do ano se manterá forte devido à temporada de férias no hemisfério norte, que impulsionará o consumo de querosene para a aviação.

Os analistas da Opep lembram que a economia mundial deve crescer no ano que vem 4,8%, 0,4 ponto percentual a menos que o calculado anteriormente.

Destacam ainda o forte crescimento previsto para 2008 para China e Índia, com 9,9% e 8,0%, respectivamente, contra 2,0% nos Estados Unidos e na zona do euro.

Os autores do relatório afirmaram que o elevado preço do barril causou a redução da demanda na Europa e na América do Norte, mas não descartam uma recuperação caso os valores diminuam.

A AIE atribui a queda do preço do barril do pico de US$ 100 atingidos no final de novembro, mesmo com a Opep mantendo suas cotas na reunião de dezembro, à ampliação das expectativas de produção dos membros do cartel.

A Agência especifica que, com o barril a US$ 90, o mercado ainda está tenso e a situação não mudará até que as dúvidas em relação ao rigor do inverno tenham sido esclarecidas e haja uma tendência clara no fornecimento da Opep.

As reservas industriais dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) caíram em 22,4 milhões de barris em outubro.

Atualmente, o estoque do organismo supre 52,6 dias de consumo, abaixo da média a longo prazo. A queda está relacionada a uma diminuição de 23,3 milhões de barris na Europa.

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