O funcionário das Nações Unidas elogiou o trabalho das Forças de Segurança iraquianas durante as últimas eleições provinciais, mas quis opinar se os agentes locais estão prontos para assumir totalmente a segurança do país caso Washington decide retirar boa parte de suas tropas em agosto de 2010.
“Estamos cada vez mais e mais impressionados com a capacidade (do Iraque) de garantir a segurança”, afirmou o diplomata sueco na saída de uma reunião com o Conselho de Segurança (CS) da ONU.
O enviado especial disse que o desenvolvimento pacífico do pleito de 31 de janeiro confirma sua avaliação sobre a capacidade da Polícia e do Exército iraquiano.
“Ainda acontecem incidentes brutais no país, mas é preciso somente olhar os números para perceber como a situação mudou”, apontou.
Em seu discurso ao CS, De Mistura afirmou que o Iraque cumpriu as expectativas nestes dois primeiros meses de 2009 e surgiu como um país soberano após realizar eleições sem a tutela internacional.
“O pleito é um sinal de maior maturidade política e do interesse geral dos iraquianos em participar do processo que moldará o futuro de seu país”, afirmou.
Ao mesmo tempo, advertiu que o processo eleitoral é apenas mais um passo rumo à reconciliação nacional necessária para superar o tormentoso passado do país.
“A reconciliação nacional é necessária se os iraquianos quiserem aproveitar a oportunidade que têm em 2009 de experimentar um progresso real rumo à soberania nacional, à democracia, à estabilidade, à segurança e à prosperidade”, avaliou. EFE