Menu
Economia

ONS passa a prever armazenamento abaixo dos 50% ao fim do janeiro no Sudeste/Centro-Oeste

Redação Jornal de Brasília

09/01/2026 13h16

069a9557 2

A Barragem do Descoberto transbordou na tarde desta segunda (5); o reservatório é responsável pelo abastecimento de quase 50% da população do DF | Foto: Cristiano Carvalho/Caesb

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) atualizou as estimativas para o mês de janeiro e passou a prever que o armazenamento nos reservatórios das usinas hidrelétricas do Sudeste/Centro-Oeste, conhecido como a “caixa d’água do País, terminará o mês abaixo dos 50% de capacidade.

De acordo com boletim divulgado nesta sexta-feira, 9, a Energia Armazenada (EAR), como é formalmente chamado o indicador, esperada para o submercado ao fim do mês deve ser de 46,7%. O montante está acima dos níveis atuais, que estão em 43,0%, mas caiu em relação à projeção anterior, de 52,0%.

A redução reflete a queda nas chuvas esperadas sobre os reservatórios medidos pela Energia Natural Afluente (ENA). No Sudeste/Centro-Oeste, este indicador saiu dos 82% da Média de Longo Termo (MLT) na previsão anterior para 65% da média história, ou 42.820 MWmed.

No Nordeste, a expectativa de armazenamento também ficou abaixo dos 50%, segundo o novo boletim. A previsão foi reduzida de 53,2% para 49,6% da média de 95 anos para o mês. Se confirmado, o montante ainda representará uma alta de 2,3 ponto porcentual (p.p.) em relação aos níveis atuais. A projeção de afluência também caiu na região de 48% para 41% da média histórica, ou 5 452 MWmed.

No Norte, por sua vez, o armazenamento esperado para o encerramento do mês foi para 50,5%, redução de 9,6 p.p. em relação à estimativa anterior. Já a ENA esperada caiu de 90% da média histórica para 59%, ou 9.333 MWmed.

O Sul, por outro lado, segue como a única região do País onde se espera chuvas acima da média histórica para o mês. Lá, o ONS espera uma afluência de 7.731 MWmed, ou 102% da MLT. Apesar disso, o indicador caiu 2 p.p. em relação ao previsto anteriormente. No armazenamento, a projeção também caiu e ficou em 63,7% no encerramento de janeiro, abaixo dos 69,6% medidos atualmente.

Estadão Conteúdo.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado