Entre os inscritos estão a Vivo, dosage a maior operadora de telefonia celular do país, e a Claro, terceira no mercado e controlada pelo empresário mexicano Carlos Slim, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Os outros grupos que hoje apresentaram a documentação e as garantias financeiras para se habilitarem ao leilão são Brasil Telecom, CTBC, Telemig Celular, Oi, TIM (da Telecom Italia) e a multinacional Nextel.
A grande surpresa foi a inscrição da Nextel, que não é uma das grandes operadoras do Brasil e apenas oferece o chamado serviço móvel especializado, que utiliza freqüências de rádio.
No leilão do dia 18 de dezembro serão concedidas aos melhores licitantes 18 licenças para operar em diferentes áreas do país e em quatro diferentes freqüências.
Os oito grupos interessados tiveram que entregar hoje propostas em envelopes fechados para todas as licenças, mesmo para as que não queiram (proposta em branco), a fim de manter em sigilo o número de concorrentes para cada concessão.
Os envelopes com as propostas serão abertos na terça-feira e o vencedor de cada licença será o que oferecer o maior valor pela concessão.
O preço mínimo exigido pelo Governo pelas 18 concessões é de R$ 2,8 milhões (cerca de US$ 1,582 bilhão).
O alto número de grupos interessados em operar a terceira geração da telefonia celular no país, que já conta com 115 milhões de proprietários de telefones celulares (80% da população), foi qualificado como um sucesso por parte da Anatel.
Segundo os especialistas, a tendência é que cada operadora dispute formas nas áreas nas quais já oferece telefonia celular de primeira e segunda geração para poder aumentar seus serviços.
Com esta tecnologia, as operadoras poderão oferecer serviços de conexão à internet de banda larga para seus clientes.
Para garantir que o serviço de terceira geração seja oferecido em todo o Brasil, a Anatel dividiu o país em 11 diferentes áreas e determinou que as operadoras que queiram oferecer o serviço nas áreas de maior densidade de população também o façam em regiões de pouca população.
Dessa forma, por exemplo, as operadoras que vençam a concessão para operar na cidade de São Paulo também terão que oferecer o serviço em diferentes estados pouco povoados da Amazônia.
Em cada área do país serão oferecidas concessões para operar quatro diferentes bandas de freqüência (F, G, I e J) nas faixas entre 1,9 e 21,1 GHz.
As licenças para utilizar a banda H serão leiloadas em outra ocasião e serão oferecidas a pequenas operadoras.
As concessões terão vigência de 15 anos e poderão ser renovadas por um novo período de 15 anos.