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Economia

OCDE: PIB global deve crescer 2,9% em 2026 e 3% em 2027, mas com aumento de inflação

O resultado representa manutenção das estimativas para 2026, mas redução de 0,1 ponto porcentual (p.p.) nos cálculos para 2027, em comparação ao relatório de dezembro.

Redação Jornal de Brasília

26/03/2026 8h22

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Foto: Reprodução/PrimerNews

Projeta-se que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) global seja de 2,9% neste ano e 3% no próximo, aponta a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em seu relatório de panorama em março. O resultado representa manutenção das estimativas para 2026, mas redução de 0,1 ponto porcentual (p.p.) nos cálculos para 2027, em comparação ao relatório de dezembro.

A instituição aponta que isso reflete o equilíbrio de diversas forças. Segundo o organismo, os preços mais altos da energia e dos fertilizantes, bem como a natureza imprevisível do conflito em evolução no Oriente Médio, aumentarão a inflação e afetarão a demanda.

Assim, o movimento “compensará o impulso de crescimento proveniente da forte continuidade dos investimentos e da produção relacionados à tecnologia, das taxas tarifárias efetivas mais baixas do que o previsto anteriormente, das políticas fiscais e monetárias amplamente favoráveis e dos resultados mais fortes do que o esperado no segundo semestre de 2025 em muitos países”, aponta a OCDE.

Indicadores para os primeiros meses deste ano sugerem que o crescimento global permaneceu sólido tanto no setor de serviços quanto no setor manufatureiro, com a produção industrial relacionada à tecnologia continuando a crescer rapidamente, especialmente na Ásia e nos Estados Unidos, aponta. A instituição pontua que as intenções de investimento de capital para 2026 das grandes empresas de tecnologia listadas em bolsa nos EUA e na China também aumentaram ainda mais.

O crescimento global se manteve sólido em 2025, expandindo a uma taxa anualizada de 3,5% no segundo semestre do ano, um pouco mais forte do que projetado nas perspectivas econômicas de dezembro. A instituição aponta que o consumo privado e o investimento foram os principais impulsionadores em muitas economias, com condições financeiras e fiscais favoráveis contribuindo para o aumento da demanda por tecnologias de IA, com destaque para os Estados Unidos.

Entre os países do G20, a expectativa é de moderação no crescimento, que deve desacelerar para 3% em 2026, com leve alteração no panorama de 2,9% de dezembro. Para o ano que vem, a expansão do PIB projetada é de 3%, ante 3,1% no último relatório.

Estadão Conteúdo.

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