O presidente dos Estados Unidos, information pills Barack Obama, find lançou hoje uma mensagem de otimismo cauteloso, link a qual foi combinada com uma boa dose de realismo, sobre o desempenho da economia americana, ao afirmar que este ano será ainda difícil, mas que é possível perceber “sinais de progresso”.
Em discurso na Universidade de Georgetown, em Washington, Obama analisou a situação econômica atual e as medidas adotadas para fazer frente à crise.
O governante americano aliou o otimismo a uma boa dose de realismo, ao afirmar que “os maus tempos não acabaram” e que “a gravidade desta recessão causará mais perdas de emprego, mais execuções hipotecárias e mais dor antes de terminar”.
Este ano “seguirá sendo difícil para a economia americana”, reconheceu.
Obama explicou que há sinais que levam a crer que as medidas econômicas adotadas pelo Governo americano começam a dar frutos e que já é possível vislumbrar “sinais de progresso econômico”.
Para exemplificar, o presidente americano citou o aumento dos refinanciamentos hipotecários, o começo do degelo no setor dos empréstimos para a compra de automóveis e para estudantes, assim como uma maior atividade de crédito entre as pequenas empresas.
“Não resta dúvida de que os tempos seguem sendo duros. De modo algum estamos fora de perigo. Mas, de onde estamos, pela primeira vez, começamos a ver sinais de esperança”, destacou o governante americano.
No discurso, no qual enumerou as medidas adotadas até agora, como o plano de resgate avaliado em US$ 787 bilhões, Obama insistiu em que, além de estabilizar a economia, uma das prioridades do Governo é impedir que uma crise similar volte a ocorrer.
O presidente americano, pouco afeito a expressar fervor religioso em público, acabou recorrendo a uma alusão bíblica para insistir na ideia.
“Não podemos reconstruir esta economia sobre a mesma base de areia”, afirmou, em referência ao Sermão da Montanha pronunciado por Jesus. “Devemos edificar nossa casa sobre uma rocha. Devemos criar novos alicerces para o crescimento e a prosperidade”, acrescentou.
O chefe da Casa Branca ressaltou que alguns dos passos a serem dados não serão fáceis.
Concretamente, destacou que a reestruturação das montadoras e da seguradora American International Group (AIG) envolverá uma série de decisões “difíceis e, às vezes, impopulares”.
Obama lembrou que, nas próximas semanas, o Governo avaliará a situação da General Motors (GM) e da Chrysler, duas empresas que receberam mais de US$ 17,4 bilhões de fundos públicos, e, para ter acesso ao dinheiro, garantiram que adotariam planos de viabilidade.
“É nossa grande esperança que, nas próximas semanas, a Chrysler encontre um parceiro viável e que a General Motors desenvolva um plano empresarial que a coloque no caminho do lucro sem necessitar do eterno respaldo do contribuinte”, explicou.
A GM tem até 1º de junho para realizar sua reestruturação, enquanto o prazo da Chrysler expira em 1º de maio.
Sobre a AIG, a qual precisará receber uma injeção de mais de US$ 200 bilhões de capital público para evitar a quebra, Obama disse que o investimento era necessário, porque a falência “poderia ameaçar todo o sistema financeiro e congelar o crédito mais ainda”.
O presidente americano fez o discurso às vésperas de completar os primeiros 100 dias no poder, um marco usado para avaliar um chefe de Estado no começo do mandato.
O pronunciamento foi feito também em meio a duas grandes viagens ao exterior, pois, na semana passada, o presidente esteve imerso em uma intensa viagem pela Europa, onde participou de três cúpulas e visitou seis países.
Nesta quinta-feira, o líder americano partirá de novo, desta vez para uma viagem que o levará a México e Trinidad e Tobago, onde participará da 5ª Cúpula das Américas e fará contato com alguns governantes latino-americanos.
Com esta mensagem, o presidente americano busca demonstrar aos cidadãos que a situação econômica continua sendo a grande prioridade do Governo e não foi deixada de lado, apesar das atividades diplomáticas.
O discurso de Obama coincide com a avaliação do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, sobre a economia.
Bernanke também mostrou um otimismo cauteloso, ao afirmar que percebe “sinais” de que a brusca desaceleração na atividade da economia perdeu um pouco de força.