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Economia

Obama agiliza plano econômico enquanto elabora novo Governo

Arquivo Geral

22/11/2008 0h00

Washington, treat 22 nov (EFE).- O presidente eleito dos Estados Unidos, medicine Barack Obama, information pills advertiu hoje que a economia enfrenta uma crise de “dimensões históricas”, ao delinear um plano para criar 2,5 milhões de empregos até 2011, enquanto continua definindo sua equipe econômica.

O foco da cobertura da imprensa é centrado hoje na possível nomeação de Timothy Geithner, presidente do Federal Reserve de Nova York, como próximo secretário do Tesouro, cargo para o qual foi convidado por Obama.

Fontes próximas à equipe de transição prevêem que Obama apresente sua equipe econômica na segunda-feira em Chicago (Illinois), com a idéia de agilizar seus planos para a reativação econômica.

A equipe ainda Jacob Lew, diretor de orçamentos da Casa Branca sob a Presidência de Bill Clinton, como próximo diretor do Conselho Nacional Econômico, e Peter Orszag, atual chefe do Escritório Orçamentário do Congresso, como próximo titular do Escritório de Gestão e Orçamentos (OMB, na sigla em inglês) da Casa Branca.

Também se aposta no nome de Larry Summers, ex-secretário do Tesouro, como possível assessor de alta categoria na Casa Branca, junto com o economista Austan Goolsbee, da Universidade de Chicago, e com Jason Furman, reconhecido analista político de Washington.

Até agora, as nomeações passadas à imprensa dão conta de uma equipe composta principalmente por pessoas com íntimo conhecimento dos interiores do Congresso e do Governo, incluindo vários ex-colaboradores de Clinton.

Uma vez estabelecida a equipe econômica, o passo seguinte de Obama, previsivelmente após os festejos do “Dia de Ação de Graças”, na semana que vem, seria nomear sua equipe de segurança nacional, que estaria liderada por sua ex-rival na disputa pela candidatura democrata, a senadora Hillary Clinton, como secretária de Estado.

Para Obama, que tomará posse como o 44º presidente dos EUA em 20 de janeiro, não há tempo a perder já que, segundo os analistas, a perda de “milhões de empregos” continuará em 2009 se não se atuar “com rapidez e contundência”.

A crise, segundo afirmou em seu discurso radiofônico dos sábados, “possivelmente piore”, e está claro que, com seu plano para a criação de 2,5 milhões de empregos até janeiro de 2011, ele tenta devolver a confiança tanto aos mercados como aos consumidores.

Seus planos não só servirão para resolver a crise imediata, explicou, mas também são “investimentos em longo prazo para nosso futuro econômico, que foram ignorados durante muito tempo”.

Nesse sentido, ordenou a seu grupo de assessores econômicos que elabore um “Plano de Recuperação Econômica” que seja “suficientemente grande para responder aos desafios” dos EUA, e disse que pensa em assiná-lo pouco após assumir a Presidência.

Assinalou que sua equipe continuará definindo os detalhes do plano nas próximas semanas, mas que terá, sobretudo, um esforço nacional de dois anos para impulsionar a criação de empregos e os fundamentos de uma prosperidade econômica duradoura.

Sua idéia é de criar empregos para a reconstrução de pontes e estradas, a modernização das escolas e o desenvolvimento de fontes alternativas de energia e de veículos mais eficientes.

Estas e outras medidas são, de acordo com Obama, um “ponto inicial” para o tipo de reforma que seu Governo levará a Washington e, embora reconheça que não será fácil a aprovação do plano econômico, necessitará e buscará o apoio tanto dos republicanos quanto dos democratas.

“Agradecerei as idéias e sugestões” de ambos os partidos, assegurou.

Obama lembrou que as crises financeira, de habitação e de crédito contribuíram para a piora da economia nacional, onde só esta semana se registrou um aumento de 540 mil solicitações para seguros-desemprego, o nível mais alto em 18 anos.

Até agora, neste ano, os EUA perderam 1,2 milhões de postos de emprego.

Confirmada, a nomeação de Geithner – elogiado dentro e fora de Wall Street -, viria a preencher um vazio de liderança entre a equipe econômica de George W. Bush, de saída da Casa Branca, e a de Obama, que entra em janeiro.

Geithner, um pragmático de 47 anos que opta pelo “low profile”, assumiria o espinhoso trabalho de devolver a calma à economia, em momento em que as previsões desenham a maior recessão desde os anos 80. EFE

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