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Economia

O que faz uma moto ser mais cara do que muitos carros e chegar perto dos R$ 200 mil

Superesportiva de 216 cv traz suspensão eletrônica de nova geração e tecnologia derivada das competições

Redação Jornal de Brasília

11/03/2026 14h09

Foto: Divulgação/Triumph

Foto: Divulgação/Triumph

A Honda apresentou a CBR1000RR-R Fireblade SP 2026, versão atualizada de sua superesportiva de 1.000 cm3 de cilindrada. O modelo representa o que há de mais avançado na linha da marca japonesa e reúne soluções desenvolvidas para competição. A superesportiva já está à venda no Brasil, com preço público sugerido de R$ 189.174, sem contar o frete.

Esse tipo de moto costuma ter preço próximo de R$ 200 mil no Brasil, valor que pode parecer alto para um veículo de duas rodas. A explicação, no entanto, está na tecnologia embarcada: motores extremamente potentes, componentes de competição e eletrônica avançada fazem dessas motos verdadeiras vitrines de engenharia.

Basicamente, o preço elevado de motos deste segmento é resultado de vários fatores combinados: tecnologia de competição (muitas soluções vêm diretamente do MotoGP e do Mundial de Superbike); componentes premium (suspensões, freios e escapamentos de alto desempenho custam muito mais do que peças comuns); e produção limitada (essas motos são fabricadas em escalas menores).

Derivada das pistas

A Fireblade utiliza motor de 999 cm3 com quatro cilindros em linha, arquitetura típica das motos usadas no Mundial de Superbike. Esse conjunto produz 216 cv de potência e 11,5 kgfm de torque, números comparáveis aos de automóveis. Como comparação, o novo Renault Koleos tem um conjunto híbrido que entrega 245 cv.

A diferença é que a Fireblade pesa 189 kg (ante 1,8 tonelada do SUV da Renault), o que resulta em uma relação peso-potência extremamente favorável. Em outras palavras: há muito motor para pouco peso. Nesse caso, são 875 gramas para cada cavalo de potência (sem contar peso do piloto e combustível). Na prática, motos desse tipo conseguem atingir velocidades próximas dos 300 km/h.

Uma das principais novidades da versão 2026 é a terceira geração da suspensão eletrônica da Öhlins. Esse sistema usa sensores para ajustar automaticamente o comportamento da suspensão conforme o momento da pilotagem. A central eletrônica interpreta esses dados e altera instantaneamente a rigidez da suspensão para manter a estabilidade. Dessa forma, a moto fica mais firme em frenagens e mais estável em curvas rápidas.

Além da suspensão, a Fireblade SP emprega freios Brembo de competição e sistema de escapamento Akrapovic de titânio.

Esses componentes são desenvolvidos com materiais leves e processos de fabricação mais caros. O escapamento de titânio, por exemplo, reduz o peso e melhora a eficiência do motor.

Controle preciso

Controlar mais de 200 cv em uma moto exige sistemas eletrônicos avançados. Todos esses sistemas são gerenciados por uma central eletrônica que monitora continuamente a dinâmica da moto.

Por isso, a Fireblade traz vários recursos de assistência ao piloto, incluindo controle de tração, controle de empinada, vários modos de pilotagem, controle de freio motor e quickshifter (troca de marchas sem acionamento de embreagem).

Estadão Contéudo

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