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Economia

O que é CDB e CDI e qual a diferença?

Arquivo Geral

17/01/2023 0h01

Atualizada 11/12/2024 17h31

Quer saber a diferença entre CDB e CDI? Muitas pessoas fazem confusão, o que é algo comum, em especial pelas duas siglas terem uma certa familiaridade.

Dessa forma, elas sempre aparecem uma junto da outra. Algumas pessoas até falam que investiu em algum “CDI”, quando na verdade elas estão falando que aproveitaram e fizeram um investimento em CDB, por exemplo.

Esse título de investimento privado é de renda fixa, sendo que seu risco é baixíssimo e a maioria das corretoras e bancos os disponibilizam.

Já no que se refere ao CDI, ele é um indicador econômico usado para remunerar os investimentos da renda fixa.

Quer entender melhor sobre qual é a diferença entre CDB e CDI? Então é só conferir os parágrafos seguintes.

Afinal, o que é CDB?

Em suma, CDB nada mais é que uma sigla, cujo significado é “Certificado de Depósito Bancário”.

Esse tipo de investimento é ligado à renda fixa, e seu baixo risco se dá por ser um título privado ligado a uma instituição financeira sólida.

Sendo assim, se você investir em um CDB, você vai estar “cedendo” seu dinheiro para uma instituição financeira, podendo ser corretora de valores ou banco.

No entanto, terá o retorno de juros pagos por ela, que são combinados no momento da emissão do investimento.

Na grande maioria das vezes, a maioria dos CDBs disponíveis no mercado possuem a garantia “FGC” – Fundo Garantidor de Crédito.

Trata-se de um tipo de seguro onde pessoas físicas ou jurídicas têm o direito de emitir, o qual irá garantir que seu dinheiro será pago.

Isso quer dizer que, se a instituição financeira à qual você emprestou o dinheiro quebrar, o Fundo Garantidor de Crédito garante que você irá receber até R$250 mil reais.

Vale lembrar que esse valor é o teto máximo de pagamento do seguro disponível. Caso o seu investimento ultrapasse isso, não será pago.

Quais são os tipos de CDB?

Existem alguns tipos de CDB disponíveis no mercado, e os 3 principais são:

  • CDB pré-fixado;
  • CDB pós-Fixado;
  • CDB híbrido.

CDB pré-fixado

Nesse tipo de investimento, o banco te dá uma taxa fixa por um certo tempo.

Sendo assim, no CDB pré-fixado, você sabe o percentual de rentabilidade que receberá no fim do investimento. Quando ele vencer, ele será pago junto ao que você investiu e juros.

Quando a SELIC – Taxa Básica de Juros da Economia – , está baixa, ela é a melhor opção.

Entretanto, se a SELIC subir muito, pode ser que seu investimento fique abaixo da taxa de juros da economia. Ou seja, você pode receber menos do que deveria.

CDB pós-fixado

Já no que se refere a esse tipo de investimento, o CDB pós-fixado, você somente conhecerá uma estimativa de rentabilidade.

Além disso, a sua representação costuma ser por meio do IPCA ou do CDI, sendo que esses dois variam ao longo do período do título.

Não tem como saber exatamente quanto se irá receber nesse tipo de investimento, apenas uma previsão.

A maioria dos CDBs nessa modalidade estão atrelados ao CDI – Certificado de Depósito Interbancário -, onde sua taxa pode variar de 90% a 120% do CDI.

Existem algumas instituições financeiras que emitem esse tipo de CDB pós-fixado atrelado ao IPCA – Índice de Preços ao Consumidor.

Mas como é feito o índice desse cálculo? Todos os meses é o IBGE quem se responsabiliza por isso, sendo que ele também mede a inflação oficial do país.

Quando o IPCA e a inflação estão em alta, os CDB’s nessa modalidade se tornam mais vantajosos, principalmente pelo aumento na sua rentabilidade.

Existem bancos que têm disponível os CDB de liquidez diária. Esses, normalmente, não são pré-fixados e sim pós-fixados.

CDB híbrido

Esse tipo de CDB híbrido é o tipo menos comum do mercado. Nele, torna-se possível combinar os dois tipos de CDB’s citados acima.

No momento da sua contratação, lhe é repassado uma parte onde ele te dará um retorno pré-fixado e a outra parte pós-fixado.

Na maior parte das vezes, encontra-se atrelado ao IPCA a parte pós, e dificilmente se utiliza de algum outro índice.

A vantagem é que ele pode te dar poder de compra, e sempre te dar ganhos acima da inflação. Esse tipo de investimento é mais adequado para longos períodos.

O que é CDI?

O CDI é uma sigla que significa “Certificado de Depósito Interbancário“.

De forma resumida, pode-se falar que um CDI é um título onde a instituição financeira ao qual você empresta seu dinheiro está emprestando a outra.

Sendo assim, é o tipo de investimento feito entre instituições bancárias.

Esse tipo de transferência entre elas serve simplesmente para que haja saldo positivo no caixa das instituições.

E ainda que seja entre elas, há uma taxa de juros do qual é preciso pagar, e neste caso o nome é CDI, ou como alguns conhecem, como Taxa DI.

O cálculo dessas taxas é feito todos os dias, sendo que ela tem como base a média da taxa de empréstimo.

O valor dela também é utilizado para saber os valores a serem pagos na renda fixa, como por exemplo no CDB.

Selic e CDI

Uma curiosidade é que a taxa do CDI sempre está próximo da SELIC.

A cada 1 mês e meio, o Banco Central define uma meta para a Selic, e esta é utilizada como base para diversas taxas de juros no mercado, principalmente para os empréstimos entre instituições.

Quais as diferenças entre CDB e CDI?

Até aqui ficou claro para você que CDI e CDB não são a mesma coisa.

A principal diferença dela é que o CDB é um produto que as instituições bancárias comercializam.

Já o CDI é uma taxa que é calculada por alguns fatores para rentabilizar outros tipos de investimentos.

Além disso, a maioria dos produtos de renda fixa disponíveis no mercado, como os LCI – Letra de Crédito Imobiliário – e LCA – Letra de Crédito do Agronegócio -, utilizam o CDI como métrica para estabelecer sua rentabilidade.

Como investir em CDB remunerado por CDI?

Investir em um CDB atrelado ao CDI é bem simples, haja vista que a maioria dos bancos disponibilizam esse tipo de investimento para os seus clientes.

Se você quer investir nele, vá até seu banco por algum meio de contato e procure saber as taxas oferecidas.

Os grandes bancos pagam taxas mais baixas do que os bancos pequenos. Ou seja, quanto maior a taxa, maiores também são os riscos.

Os grandes bancos pagam algo em torno de 80% do CDI, e os pequenos bancos e instituições financeiras, algo em torno de 120% do CDI.

Vale lembrar que, quanto maior o tempo investido, melhores serão as taxas de remuneração.

Para outras informações acompanhe o Jornal de Brasília.

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