Desde quando foi lançado, o New Fiesta entrou na lista dos carros must have do brasileiro. Muito disso se deve, evidentemente, ao visual futurista que toma conta do mercado, sobretudo dos hatches compactos, que hoje conta com o HB20, Onix e até mesmo o bom e velho Gol, que já não é mais aquele.
Pois bem, com tantos players no cenário, a Ford não podia ficar parada, e deu uma geral no New Fiesta – agora um carro brasileiro. Assim como fez com o bacanão Fusion, a marca mexeu no visual do pequenino e gostoso veículo. Mas o legal foi que o preço não acompanhou as inovações. Desta forma, o carro, que ficou muito mais bonito, tornou-se, por incrível que pareça, mais popular.
A versão mais básica, o 1.5 S, custa R$ 38.990. A topo de linha, a sofisticada 1.6 Titanium, testada pelo Jornal de Brasília na cidade e na estrada, vale R$ 51.490.
E o carro foi aprovado, em ambas as situações. Mas é uma missão realmente difícil não gostar de um modelo compacto espertíssimo e com um câmbio automático de dar gosto, sem sustos ou “soluços”. Assim é o New Fiesta.
No que diz respeito ao conforto, um aspecto positivo é o ar-condicionado: ele gela! A boa ergonomia contrasta com a falta de espaço típica dos compactos. No caso do New Fiesta, caso o banco do motorista tivesse como ser ajustado para ficar ainda mais baixo, pessoas de estatura elevada seriam beneficiadas. Mas nada que desabone o modelo, a não ser que o motorista principal tenha muito mais de 1,80m de altura.
Bom e Ruim
De positivo, entre tantos predicados, há o bom acabamento Ford e uma jovial disposição, que faz com que dirigir o New Fiesta seja uma agradável experiência – sobretudo na versão Titanium, testada, com câmbio automático. Na estrada, num trajeto de 200 quilômetros, o carro se mostrou bastante equilibrado, pronto para longos períodos de asfalto. De asfalto!
Os poréns do carro ficam por conta do elevado consumo de combustível, da tecnologia embarcada que deixa a desejar e na falta de um maior número de porta-trecos. Para um carro que agrada tanto o público masculino quanto o feminino, isso é fundamental.
Bom, muito se falou sobre o design do carro, mas pouco se explicou. A principal mudança está na frente, onde dianteira ganhou a nova identidade da marca, a enorme entrada de ar que remete a um “bocão”, suficiente para modernizar o seu visual.
Ficha Técnica
Motor: A gasolina e etanol, dianteiro, transversal, 1.597 cm³, com quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro e duplo comando de válvulas variável. Acelerador eletrônico e injeção eletrônica multiponto sequencial.
Potência: 125 cv a com gasolina a 6.250 rpm e 130 cv com etanol a 5.500 rpm.
Torque: 15,8/16,2 kgfm com gasolina/etanol a 4.250 rpm.
Transmissão: Câmbio manual com cinco marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Oferece controle de tração.
0–100 km/h: 12,3/11,1 segundos (gasolina/etanol).
Velocidade máxima: 190 km/h (gasolina/etanol).
Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, com molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora. Traseira semi-independente por eixo de torção, molas helicoidais e amortecedores hidráulicos. Oferece controle de estabilidade.
Peso: 1.126 kg.
Pneus: 195/50R16.
Freios: Discos ventilados na frente e tambores atrás. Oferece ABS com EBD.
Porta-malas: 281 litros.
Tanque: 51 litros.
De série: Airbags frontais, laterais, de cortina e de joelho, ar-condicionado digital, trio elétrico, rodas de alumínio de 16 polegadas, rádio/CD/MP3/USB/ AUX/Bluetooth, entre outros.