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Economia

Não tratávamos os clientes como mereciam, diz CEO da Azul ao anunciar novas categorias de fidelidade

Desde 12 de janeiro, o Azul Fidelidade passou a ter a categoria Diamante Unique, superior à Diamante, até então o nível mais alto do programa

Redação Jornal de Brasília

31/01/2026 15h14

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GABRIEL JUSTO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

Nesta semana, a companhia aérea Azul promoveu um grande evento no Palácio Tangará, em São Paulo, para reforçar ao mercado e aos seus clientes mais fieis o lançamento de algumas novidades no seu programa de fidelidade, o Azul Fidelidade.

Desde 12 de janeiro, o Azul Fidelidade passou a ter a categoria Diamante Unique, superior à Diamante, até então o nível mais alto do programa. Para fazer parte dela, é preciso voar 26 trechos com a companhia e acumular 26 mil pontos qualificáveis -ou gastar R$ 50 mil com voos, upgrades e serviços adicionais na Azul.

Em troca, os clientes Diamante Unique terão até quatro trechos cortesia para seus acompanhantes -sendo que dois podem ser internacionais-, além de antecipação gratuita de voos no mesmo dia, despacho de bagagem e assento mais confortável gratuitos, e acesso à sala VIP da Azul em Viracopos. Os clientes Diamante Unique também têm direito a resgatar passagens nacionais pagando, no máximo, 120 mil pontos.

Além da nova categoria, a Azul também anunciou a criação do Azul One, um grupo acessível apenas por convite, que deve acontecer anualmente segundo critérios que a companhia não revela. A ideia é reconhecer os clientes “com forte histórico de relacionamento e preferência por serviços premium”, oferecendo “atendimento dedicado e experiências personalizadas, com benefícios divulgados de forma reservada” -a prática já é comum em mercados como os Estados Unidos.

“Nós não tratamos vocês como vocês mereciam”, disse o CEO da Azul, John Rodgerson, na abertura do evento, relembrando os últimos anos da companhia, marcados por crises e pela recuperação judicial.

“Nós tivemos de passar por uma pandemia, depois por uma desvalorização cambial, e estávamos gastando muito com dívida. Mas agora estamos saindo muito mais leves, fortes e podendo voltar a investir no que mais importa, que são nossos clientes e nosso pessoal.”

A Azul é a última das três grandes aéreas nacionais a reformular o seu programa de fidelidade -a Smiles fez esse movimento em agosto de 2023, e a Latam, em outubro de 2024. Para o vice-presidente comercial e de negócios da Azul, Daniel Bicudo, as novidades no Azul Fidelidade marcam o retorno da empresa a um território de marca que sempre lhe pertenceu.

“A concorrência é saudável e tem seu papel, mas aqui estamos olhando para nós mesmos e reposicionando a Azul novamente nos territórios que sempre lhe pertenceram”, disse Bicudo. “É uma recuperação da Azul onde ela sempre foi forte, como o atendimento ao cliente, olho no olho.”

Criado em 2009, o Azul Fidelidade fechou o ano 2025 atingindo a marca de 20 milhões de clientes.

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