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Economia

Multas de free flow não serão suspensas até termino da análise pela Conjur, diz ministério

Governo afirma que possível interrupção das penalidades do sistema free flow ainda depende de análise jurídica e decisão formal

Redação Jornal de Brasília

30/03/2026 15h00

Foto: Ricardo Botelho/MInfra

Foto: Ricardo Botelho/MInfra

O Ministério dos Transportes afirmou nesta segunda-feira, 30, que as multas relacionadas ao sistema de pedágio eletrônico (free flow) não estão suspensas no momento. Segundo a pasta, a medida só entraria em vigor depois da emissão de parecer da Consultoria Jurídica (Conjur) e eventual publicação do ato normativo no Diário Oficial da União.

“A possibilidade de interrupção das penalidades relacionadas ao sistema de pedágio eletrônico integra a proposta que, atualmente, está em análise pela Conjur, para emissão de parecer Até a conclusão desse processo e eventual publicação de ato normativo, não há decisão vigente que determine a suspensão das multas”, afirmou o ministério ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Nos últimos dias tem ganhado força as informações de que o governo federal planeja suspender cerca de 3 milhões de multas de trânsito emitidas em decorrência de evasão de free flow em rodovias federais e estaduais. O entendimento de integrantes do Executivo é que as multas são “abusivas” e favorecem as empresas que administram as rotas.

No domingo, 29, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL), confirmou a informação por meio de seu perfil no X.

Os pedágios free flow são um sistema de cobrança automática em rodovias que elimina as praças físicas tradicionais. Em vez de parar o carro para pagar, o veículo passa por uma estrutura com sensores e câmeras que identificam a placa ou um dispositivo de cobrança eletrônica (tag). O valor do pedágio é cobrado depois, de forma automática.

A penalidade por evasão de pedágio no Brasil custa R$ 195,23, conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), e é considerada uma infração grave. Além do valor financeiro, o condutor recebe 5 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

O sistema já opera em alguns trechos de rodovias brasileiras, principalmente em projetos recentes de concessão. Entre os principais exemplos estão a BR-101 (Rio-Santos), que foi o projeto piloto, e a BR-116, entre São Paulo e Rio de Janeiro. Em âmbito estadual, há pórticos em vias como a SP-333 e a SP-99, além de rodovias no Rio Grande do Sul, como a ERS-122.

Estadão Conteúdo

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