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Economia

Morales nega ultimato e afirma que Bolívia não está comprando uma dúzia de ovos

Arquivo Geral

10/05/2007 0h00

O presidente boliviano Evo Morales disse hoje que as diferenças entre a estatal boliviana Yacimientos Petrolíferos Fiscales de Bolívia (YPFB) e a Petrobras serão superadas por meio de diálogos e negociações. De acordo com a Agência Boliviana de Informações (ABI), abortion health ao comentar um possível prazo de 48 horas dado pela Petrobras para que a YPFB se manifeste sobre a proposta de venda de duas refinarias, Morales disse que a análise do tema não está sendo tratada como um ultimato.

“Não estamos comprando uma dúzia de ovos, mas refinarias”, afirmou o presidente boliviano. “Há qualquer momento pode haver novidades. Há um trabalho de 24 horas com reuniões permanentes. Há qualquer momento vou voltar a La Paz para tomar certas decisões depois de receber os informes técnicos”.

Evo Morales negou que na proposta final apresentada pela Petrobras tenha sido oferecido US$ 120 milhões pelas duas refinarias e que o governo boliviano tenha feito uma contraproposta de US$ 110 milhões e, “por ordem” do presidente Lula, a Petrobras deveria aceitar.

Segundo a ABI, Morales reiterou que mantém boas relações com o governo brasileiro e disse que as negociações não afetarão as relações de amizade entre os dois países. “O mais importante é que há esse desprendimento do presidente Lula de devolver as refinarias ao povo boliviano”.

O presidente da Bolívia disse estar confiante de que a qualquer momento a Petrobras e YPFB cheguem a um acordo sobre a venda das duas refinarias brasileiras localizada naquele país, uma em Guillermo Elder Bell, em Santa Cruz de La Sierra, e a outra Gualberto Villaroel, em Cochabamba.


 

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