Em todo o mês passado, a General Motors comercializou apenas 127.296 veículos em solo americano, quase 53% a menos que em fevereiro de 2008.
A Ford, por sua vez, terminou o segundo mês do ano com uma queda de 48% nas vendas, enquanto a japonesa Toyota, que no ano passado tirou da GM o título de líder mundial do setor, vendeu 37,3% menos unidades.
As fabircantes Honda, Nissan, BMW e Daimler acompanharam a tendência, que quedas de 35,4%, 37,1%, 37,4% e 20,6%, respectivamwnte.
Ao todo, o setor automotivo dos EUA perdeu mais de 40% de sua demanda, como tinham previsto os principais analistas do setor, o que deve se traduzir em vendas de nove milhões de veículos ao longo de 2009.
A única empresa que resistiu ao baque de fevereiro foi a sul-coreana Hyundai, cujas vendas em relação ao mesmo mês do ano passado caíram apenas 1,5%, em parte devido a um inovador programa que permite a inadimplentes devolver os veículos que tentaram comprar.
O vice-presidente de vendas da GM na América do Norte, Mark LaNeve, disse que os números de fevereiro indicam que o mercado automobilístico “continua sendo duro e difícil”, mas que “é instrutivo ver algumas altas em volume e rotatividade nas concessionárias” em comparação com o mês anterior.
Em termos similares se expressou Ken Czubay, vice-presidente de vendas e marketing da Ford: “O ambiente econômico e competitivo continua difícil. Estamos determinados a seguir o curso e a permanecer concentrados, edificando os alicerces para o crescimento futuro com produtos com um estilo diferenciado”.
A Honda, por meio de Dick Colliver, seu vice-presidente-executivo de vendas, disse esperar que “as vendas comecem a subir” nos próximos meses e “à medida que a economia se fortalecer”.
Mas Emily Kolinski, uma das principais analistas de mercado da Ford, comentou que os números de fevereiro revelam que os consumidores estão longe de abrir seus bolsos para comprar novos veículos.
“O que implica que ainda não chegamos ao fundo do poço e afasta esse fundo para um ponto que ainda não está determinado”, disse numa conferência telefônica.
Ainda assim, a GM disse ter registrado um aumento nas visitas a suas concessionárias em relação a janeiro deste ano, e que as vendas de veículos na categoria “autos” aumentaram quase 34% entre o primeiro e o segundo mês de 2009.
Mas a queda nas vendas de veículos nos EUA obrigará a GM a reduzir ainda mais sua produção.
O gigante americano, que está funcionando graças a um empréstimo de US$ 13,4 bilhões concedido pelo Governo americano, disse que no primeiro trimestre do ano produzirá 380 mil veículos na América do Norte, 57% a menos que no mesmo período de 2008.
Já as previsões de produção para o segundo trimestre são de 550 mil veículos, número 34% menor que o dos mesmos meses do ano passado.
Por sua vez, a Ford informou que no segundo trimestre do ano produzirá 425 mil veículos – 135 mil “autos” e 290 mil caminhonetes.
Ontem, um relatório de uma importante instituição financeira, a canadense CIBC World Market, afirmou que o setor automobilístico veiveu nos últimos anos uma “bolha” similar à do setor imobiliário.
O relatório, classificado como alarmista por alguns, acrescenta que as improváveis vendas anuais superiores a 16 milhões de unidades, experimentadas desde o início do século XXI, voltem no futuro